quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dia 30-09-2009

Programei meu celular para me acordar as 8h, e ele despertou pontualmente as 8h. O detalhe foi que esqueci de ajustar o horário do celular, ou seja, 8h do Brasil, 13h daqui. Perdi a hora q não fui ver o curso, mas amanha sem falta estarei lá. Levantei, tomei meu banho e almocei, advinha o que... rsrsrssss.... macarrão com batata frita, mas desta vez intuxei o Sidney de macarrão também pra v se acabava mas não acabou. Como ficou um pouco ainda na panela, quando a Néia chegou ela terminou de comer... Aleluia, não aguentava mais ver a cara daquele macarrão. Estudei um pouco de italiano e no fim da tarde fui ao Esselunga, o tal mercado que sempre vou. No caminho fizemos outro roteiro e passamos enfrente, sem querer, de uma agencia de emprego. Entramos e fiz meu cadastro. Nossa, vou voltar la todos os dias. O atendente se chamava Francesco, rsrsrsrsss. Noooooooooossa, acho que quero ficar desempregada pro resto da vida. Kkkkkkkk, já ri horrores com a Néinha disso. Enfim... No mercado fiz um montão de compra, só de coisa gostosa. É tanta promoção no mercado que a pessoa fica doida. Comprei um pacote de sorvete com 8 unidades, tipo skibom, mas é melhor que Skibom, por 2 euros, comprei 6 garras de água por 1 euro todas. O melhor do dia, no mercado, enquanto eu fazia as compras, a Néia me esperava la fora com a Camila, que andava de patins, por isso tive que me virar sozinha. Consegui perguntar pro mocinho do mercado, sozinha, quanto custava a água. Já to quase independente. Rsrsrsss... Voltamos pra casa e fiz um nhoque para comer. Durante o dia todo, eu e Néia falamos muita besteira. Eu, como sempre, não segurei a minha língua grande e comentei com o Sidney que sempre que eu ando de metrô, toda estação que para eu fico procurando a saída, porque eu acho a palavra “saída”, em italiano, linda... Uscita (se lê uxita, em português)... rsrssss... rimos horrores das besteiradas que falamos. Tomamos champagne de 0,90 cents... Sim, uma garrafa de champagne por 0,90 cents... e acredite, é muito bom, dá de 1000 a 0 na sidra Cereser. Falei pelo telefone pela primeira vez com a Erica, a jornalista brasileira que conheci pela internet que também mora aqui. Combinamos de nos encontrar no domingo. Amanhã os créditos da minha tessera de transporte começam a valer, e vou poder ir ao centro de Milano. To me programando para pegar parte das minhas coisas na casa do Alain amanha, já que ele e a Marcinha estarão em casa. Acredito que por hoje é só. Aaaaaa, Titi, chorei litros quando li da arte da Lara, de auto maquiagem com caneta piloto. Deixa ela se expressar livremente, isso também é arte. Fiquem todos com Dio. Um Bacio e arrivederci.
Rossetto Rosso Girasole

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dia 29-09-2009

“Lívia minha filha, vão acordar”, me chama a Néia as 8h15 da manhã, levantei a cabeça, disse que já estava indo e pensei: “Só mais cinque minuti”, rs. Já viu, NE!? Meio dia acordo com a cara amarrotada e com vergonha, pois não fui com a Néia no mercado. Ela estava na nossa cozinha-sala e pedi desculpa. Fiz meu almoço mas como sempre, errei a mão no macarrão e fiz a metade do pacote, agora vou ter que comer macarrão por uma semana, sem pular nenhuma refeição. Comi, comi, comi e ainda sobrou um potão de macarrão pra colocar na geladeira. Depois do almoço, Alain me ligou e combinamos de nos encontrarmos na estação que fica ao lado da metropolitana. Me arrumei e .... calote. Desci um ponto antes, para concretizar a estratégia anti fiscalização e fui andando até a estação. Chegando lá esperei o Alain, que demorou porque tava um engarrafamento monstro. Assim que ele chegou entramos em um ônibus e fomos até a Biblioteca de Cinisello. Isso sim é uma biblioteca. Fiz minha tessera da biblioteca e aluguei dois livros em quadrinho da Mafalda, em italiano, e quatro filmes. Dois dos filmes são brasileiros: Central do Brasil e Cidade de Deus. Aluguei eles porque assim consigo escutar a tradução e assimilar as situações. Aluguei um de Alodovar chamado Tudo sobre minha mãe, que pra variar eu também já vi, mas aluguei pois adooooro os filmes de Pedrito, e como já vi o filme, sei a historia e compreenderei as falas. Aluguei um de Bollywood, chamado O amor não sai d férias, que o Alain disse ser MT bom. De lá voltamos e catei na rua aquelas folhas, que só vemos no outono novaiorquino pelos filmes de bollywood, para mandar por carta pra minha mãe. Na volta descemos próximo a minha casa e o Alain me mostrou um jeito mais fácil de ir ao mercado que eu compro as coisas aqui pra casa, já que ele já morou aqui em Sesto. Eu até ia fazer umas comprinhas, mas antes queria fazer a tessera do mercado, pois ganha desconto, mas como esqueci o numero do meu codici fiscale em casa não pude fazer. Voltamos então para o ponto de ônibus. O meu chegou rapidinho, nos despedimos e voltei para casa. Minutos depois entrei no msn e em seguida ele também entra, muito puto e bolado porque foi pego perto da casa dele pelos maleditos dos fiscais. Ou seja, multa! Como a internet caia muito resolver cortar umas batatas para janta. Advinha qual foi o prato?! Rsrsrsss, a porcaria do macarrão. O que mais me desanimou foi ver que mesmo comendo um prato fundo muito cheio de macarrão, Io vado mangiare pasta per molto tempo. Arrumei minha baguncinha na cozinha, entrei no msn novamente, comecei a escrever o capitulo de hoje e agora. Consegui falar com meu primo Antonio, que mora aqui na Itália, em uma cidade chamada Terni. Combinamos de nos ver mês que vem, pois esse final de semana ele vai encontrar o pai dele em Paris. Queria contar um detalhe que esqueci de mencionar no post de ontem. Gente, não se iluda com italiano que vai pro Brasil só porque ele é bonitinho. TODOS OS ITALIANOS SÃO LINDOS, TODOS SEM EXCESSAO. Os que não são é porque tem mistura de outro país. Eu tava passeando pelo parque que contei ontem, e até o único mendigo que vi lá tinha olhos azuis, serve esse tia Rejane?! Rsrsrssss... era bonitinho... kkkkkk. Não to saindo para o centro de Milano porque estou esperando começar o mês que vem pra minha tessera de transporte começar a ser valida, porque ai ando a vontade, sem me preocupar com fiscais e em pagar passagens e passagens. Pago o valor mensal de 45 euros e basta! Assim economizo um pouco, por isso não tenho mais novidades sobre o centro da cidade ou pontos turísticos, mas espero ir no mês que vem na exposição de Monet e sobre os DarwimDeixando as bobeiras de lado, e como ainda são 23h34, vou começar a estudar um pouco italiano pelo livro que a Eliana me deu ontem.

Rossetto Rosso Girasole

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dia 28-09-2009

Dormi tensa. Havia combinado com a Marcinha de encontrá-la as 10h30 no Duomo e eu não tinha nenhum despertador para me acordar. 6h30 acordo com a Eliana mexendo no armário, perguntei as horas e voltei a dormir. Tempos mais tarde, acordo com Néia me chamando. Não sei se eu cheguei a pedi-la para me acordar ou se avisaram a ela que eu sairia cedo. Levantei, tomei meu bom e velho banho matutino(ou bagno de la mattina). Fui a cozinha, fiz meu collazione ( club social com uma xícara de leite quente) e terminei de me arruma. Esta manhã aparentava mais fria que as anteriores. Sai de casa por volta das 9h45. Calote, rs, mas desta vez Sidney me alertou que como hoje era segunda-feira (lunedí), pode ser que a fiscalização fosse mais intensa, então fui em um Caffé que há na esquina do meu apt e comprei um biglietto per andare em Sesto. Ai comecei minha técnica brasiliana assim que entrei no ônibus... guardei bem guardado o bilhete na minha borsa( e não borceta, como diz minha mamma), entrei no ônibus e fiquei ao lado da máquina mexendo na bolsa, caso algum fiscal entrasse no ônibus eu fingiria estar procurando o ticket. Ao chegar no último ponto antes da metropolitana, onde eu realmente deveria descer, fiz sinal e desci, pois lá na metropolitana poderia ter fiscal. Caminhei poucos metros e entrei no metrô. Ufa... economizei um bilhete de 1,20 euros. Como ontem não usei o bilhete que havia comprado, pois não passou no metrô do Duomo, aproveitei pra usá-lo desta vez, mas quando cheguei pra colocar o ticket e entrar, o metrô não estava livre para entrar. Todas as pessoas estavam sendo barradas. Ninguém sabia ao certo o que se passava. Entendi por alto que a linha do metrô que eu pegaria estava fechada por tempo indeterminado mas que voltaria as atividades rápido. O funcionário tentou me explicar que era então, caso eu quisesse, para pegar um ônibus ate Loretto, e de lá pegar outra linha do metrô até o Duomo. Preferi aguardar com receio de me perder, já que ele disse que não demoraria. Pra que!? Fiquei lá aguardando por quase uma hora que o metrô voltasse a funcionar. Enquanto isso presenciei o primeiro barraco dignamente italiano. Uma mulher em busca de informação sobre o que estava acontecendo começou a falar com o funcionário, que passou direto e deixou ela falando sozinha. Revoltadíssima, a mulher começou a berrar falando com ele: “Eu to falando com vocÊÊÊÊÊÊ, me respondaaaaaaaa”, do outro lado o funcionário do metrô começou a gritar com ela que era pra ela ficar calada e esperar ali, e o resto eu não entendi... rs. Após cerca de 50 minutos de espera a linha foi liberada. Cheguei no Duomo morta de vergonha, pois estava uma hora atrasada. Saí de casa 20 minutos antes do horário necessário só pra ter certeza que não me atrasaria, mas não adiantou. Encontrei a Marcinha, que tava preocupada e meio p..., e com razão. Expliquei a ela o que havia acontecido e ela me explicou que provavelmente foi uma tentativa de suicídio na estação de Precotto. Disse também que tentativas de suicídio nas estações de metrô de Milão são muito comuns. Gente doida, ne?! Eles não conhecem chumbinho não?! Enfim... Voltamos para o metrô e seguimos até uma estação próxima, onde descemos, passamos pelo consulado americano, que por sinal tem um esquema de segurança de guerra, e chegamos no local onde eu faria meu codici fiscale(uma espécie de CPF italiano). Lá, nos informaram que não era mais possível fazer naquela manhã o codici pois o horário já havia encerrado. Marcinha, como uma boa baiana, percebeu que um senhor atendeu um casal que estava esperando e fez na baixa o codici para eles, e foi perguntar se poderia fazer o meu, já que eu não falava italiano e ela não poderia voltar a tarde comigo para fazer. Com o jeitinho brasileiro conseguimos resolver e agora já tenho meu codici. Com ele voltamos para estação do Duomo, onde fomos na ATM, serviço de transporte público, localizado dentro da própria estação para fazer minha tessera(um cartão) para andar livremente pelos ônibus, trens e metrôs, pagando uma taxa mensal e sem risco de ser pega pelos malditos fiscais. Encontramos lá com Alain. Como não sou estudante e moro longe, minha tessera é mais cara. O outro problema é que moro um ponto de ônibus a mais do que o limite de uma tessera mais barata, então ao invés de pagar 45 euros mensais, eu, por causa de uma fermata(ponto), teria que pagar 65 euros. Que furto, mais fácil descer um ponto antes da minha casa e ir andando... (é claro que não vou fazer isso... rs, vou dar o.... calote de um ponto) rs. Então, fiz só o cartãozinho, que me custou 10 euros, e vou carregá-lo na banca com o valor de 45 euros, já que o funcionário não deixou eu carregar por causa do meu domicilio. De lá, com meu codici fiscale na mão, fomos na Wind, empresa de telefonia daqui comprar meu chip. Aeee, sou uma ligadora agora! Saímos da loja e fomos até o Mc donalds almoçar. No caminho paramos para beber água da fonte que há ao lado do Duomo, demorei a aprender a técnica. Ao invés de vc colocar a mão embaixo para beber a água que jorra, você deve colocar o dedo no buraco em que sai a água, como se fosse tampar, porque na parte de cima há um buraquinho, ou seja, tampando embaixo, sai em cima como se fosse um bebedouro normal. Chegamos no Mc e comi um x-burguer, uma batata pequena e um Milk shake... total: 3 euros. De lá me despedi de Marcinha e fui com o Alain para a Unimi(Universidad degli studi de Milano), pois ele teria aula de sociologia política-economica. Nossa, a sala é um auditório muito bem estruturado, com 22 fileiras de bancadas, sendo cada bancada com capacidade de 13 lugares. Ou seja, haviam cerca de 270 alunos na “sala”. Mesmo com essa quantidade de aluno, o que me chamou bastante atenção foi que de todos, havia somente uma aluna negra. Alain me disse que além dessa menina, ainda há mais uma que não foi na aula, mas que mesmo assim, 2 negros em uma sala com 268 brancos é uma discrepância muito grande. Com sono e entendendo pouquíssimo do que o professor falava, resolvi descer para o pátio e aguardar o termino da aula la. Cheguei e me sentei no chão. Durante todo o tempo, só consegui avistar a presença de uma negra em um pátio repleto de estudantes. Outro fator que me chocou, foi a quantidade de jovens fumantes. Acredito, que sem exagero, cerca de 80% dos jovens aqui fumam. É muito cigarro. E não pensei que é cigarro fraco não, só Malborão, Camel. Depois de 40 minutos termina a aula do Alain e fomos caminhando em direção ao Duomo, onde bebemos novamente da água, passamos em algumas lojas de roupas e seguimos para o Castello Sforzesco. Nossa, nossa, nossa, pense em um castelo bonito, estilo medieval, tipo aquele que parece no Sherck, então, é muito mais bonito. Ulta quil Aril, é inacreditável. Ao passar pela entrada do castelo você avista um dos parques mais belos já vi. Acho na verdade que esse é o mais belo. Na verdade não me lembro de ter visto outro, kkkkkk. Mas acredite, é coisa de louco. O nome do lugar é Parco Sempione. Assim que começamos a caminhar, comecei a sentir um cheiro doce do verde, ar gelado e puro e aquela sensação de paz raramente encontrada em grandes cidades. Imagens que acreditava não existir mais. Jovens lendo livros embaixo de árvores, casais conversando sentados em bancos, amigos em roda na grama, meninos jogando futebol livremente, cachorros passeando com seus donos como se fosse uma manhã domingo numa segunda-feira. Caminhamos um pouco e resolvemos deitar na grama gelada e úmida. Ficamos lá sem sentir o tempo passar. O sol batia e aquecia aquela tarde de vinte e pouquinhos graus. Conversamos, rimos, passamos batom... kkkk, to brincando, o Alain é muito macho e não me deixaria fazer isso, kkkkk. Quando piscamos os olhos, 2h já haviam se passado desde que chegamos. Nos levantamos e fomos na direção do metrô. Pegamos o mesmo vagão mas na estação seguinte segui até em casa. Cheguei e encontrei Néia na cozinha com a Camila. Contei as novidades para ela e fiz meu jantar. A partir daí não houveram muitas novidades. Arrumei algumas coisas no armário, passei dois vestidos e uma blusa para guardá-las passadinhas(só escrevi isso pra minha mãe se orgulhar de mim). Ganhei um livro da Eliana, para que eu aprenda mais rápido o italiano. Agora são 2h30 da manhã e mais uma vez o fuso me deixa doida. Amanhã o dia será longo, vou à procura de um curso de italiano aqui perto de casa, vou ao mercado comprar algumas coisinhas que estão faltando e novas surpresas acontecerão. Então, buona notte a tutti e arrivederci!
Rossetto Rosso Girasole

domingo, 27 de setembro de 2009

Dia 27-09-2009

Esse fuso vai me dar trabalho. Fui dormir as 6 da manha e acordei as 15h. Levantei, lavei o rosto, escovei meu dente e fui para a cozinha. Lá estava o casal que mora aqui com o André, o menino que conseguiu este quarto pra mim, a Claudia, sua namorada, e sua filhinha Giovana, de apenas 2 meses. Conversamos, fiz meu almoço e logo em seguida eles foram embora. Após alguns minutos a Marcinha me telefona e combinamos de nos encontrar no Duomo. Me aprontei e fui. Combinamos de ir na inauguração de uma loja de roupa, e como já estava um pouco atrasada, sai correndo de casa para chegar a tempo no local marcado, mas quando cheguei na porta do prédio percebi que estava muito confortável. Lógico, estava calçando minha havaiana xexelenta, achando que estava de sapato. Subi correndo, morrendo de vergonha entrei em casa e o Sidney me perguntou porque voltei. Rimos horrores do momento esclerose. Enfim... abstrai essa vergonha e parti correndo em direção ao meu rotineiro calote. Cheguei na metropolitana(estação de metrô) e comprei o bilhete correto, que no caso custa 0,55 cents a mais, pois comprando o outro já sabe, fiscal pegou, multa levou. Cheguei no Duomo e encontrei a Marcinha no nosso ponto de encontro, sempre atrás do cavalo que tem na praça. Lá também estava o Alain, que finalmente conheci. Ví casais de noivos chegando no Duomo para tirar foto. Isso é normal aqui, as pessoas se casam e vão para a praça tirar as fotos. O engraçado é que ontem eu vi essa mesma cena mas um pouco mais bizarra. Um casal de japinhas e um casal de quase albinos estavam la tirando fotos juntos e o fotografo ficava jogando milho neles para os pombos posarem neles. Ri muito, mas internamente. Pqp, milho? Ok, tenho que admitir, a cena tava bizarra e nojenta, mas até os fdp dos pombos daqui são bonitos. Voltando... Fomos pegar espécie de um bonde elétrico que tem aqui para ir até a tal loja. Calote. Nos perdemos um pouco, e no caminho passamos por uma praça que fica a Basilica de San Lorenzo. Nelas várias pessoas ficam sentadas ao redor bebendo, conversando, tocando música. Quando voltamos para onde descemos do bonde vimos que estávamos entre a praça da basílica e a tal loja que íamos. Chegando lá encontramos a Cris e a Giu (uma italiana que já morou no Brasil e trabalha como cantora). Ficamos lá conversando e depois de umas 3 horas fomos pra uma creperia. Um absurdo. Pois é, um absurdo os crepes de nutella. Valor: 3,50 euros. Não comi pois cheguei a conclusão de que só vou começar a comer essas delicias depois que começar a trabalhar, porque como não trabalho não faço nenhum tipo de exercício, ou seja, obesidade na certa. Para me acompanhar, a Cris também ficou só de olho. Dei aquela boa e velha provadinha, nooooosssa, um absurdo, mas chega. Voltamos para o Duomo, onde pegaríamos o metrô, e lá levei um choque quando reparei um telão ao lado da igreja. Ainda não tinha reparado como era discrepante a modernidade das telas digitais, painéis luminosos com a beleza secular. Enfim... Nos dirigimos a galeria Vittorio Emanuelle, galeria tão falada pela minha mainha alagoana, tia Cris. Nooooossa, garbo e elegância. Até o Mc Donalds é chique. Loja da Mercedes, Prada, o berço do capital. Mas o que mais me atraiu mesmo foi o teto em formato de cúpula, que te desperta o desejo de deitar naquele chão bordado de desenhos, como o dos irmão Romulo e Remo mamando nas tetas da loba, e ficar lá, só você e a beleza daquele lugar. Só não deitei porque iam ver na hora que eu era brasileira e neta de Valdinha, rs. Aproveitei para rodar três vezes meu é direito, em sentido anti-horário no buraquinho que há no pintinho do touro. Diz a lenda que fazer isso dá sorte ou aumenta a fertilidade, algo assim, não sabemos ao certo, mas vamos rezar para ser sorte! Rssrsss... De lá, fomos para o metrô, comprei meu bilhete certo e fui passar na catraca toda pomposa, me achando a politicamente correta, adivinha!?! A pocaria da catraca recusou meu bilhete. Azar o dela, passei pela passagem ao lado e não insisti. Me despedi do povo e logo meu metrô passou. Ao entrar no vagão do de cara com quem?! Com o André, o único que eu conhecia na cidade e não estava comigo durante o passeio... rs, fomos conversando até a estação dele e logo depois chegou a minha. Saí da estação e fui pegar o ônibus. Calote, mas não por minha culpa, eu tentei colocar o bilhete. Cheguei em casa e nela estava a Néia, com a filha Camila, Eliana, com o filho que esqueci o nome, e o Sidney. A esposa do Sidney, que contei dela ontem, se chama ElianE, e eu a chamando de Eliana, Elaine, rs, abstrai. Conversei com Néia sobre a casa e nos demos super bem. Acredito estar morando com pessoas muito boas. Fiz uma jantinha básica, entrei no computador e tive a surpresa de ver recados de varias pessoas dizendo que leram os primeiros textos do blog e estão gostando muito. Fique muito feliz. Quando abri o email vi uma mensagem da minha grande amiga Juca Pirama. Recado para ela: Juca, adorei saber que esta gostando das minhas aventuras, mas não deixe a comida queimar por minha causa... rs. Voltando... Depois que terminei de ler, me bateu uma saudade monstra de todos, família, amigos, afilhada, enfim, todos. Algumas lágrimas caíram, o que não é muito raro, mas saibam que são lagrimas de felicidade e saudade apenas. Comecei a escrever esse capitulo e vi online minha amiga espanhola Almudena. Estou combinando com ela e mês que vem vocês devem acompanhar aventuras em novas terras. No mais é isso. Agora são 1h35 e preciso me forçar a dormir. Fique todos com Deus e uma Buona Notte. Bacio!
Rossetto Rosso Girasole

sábado, 26 de setembro de 2009

Dia 26-09-2009

11 horas da manhã, como combinado, o André, um brasileiro que mora aqui ligou para o celular da Cris para combinarmos onde nos encontraríamos, pois ele me levaria na casa onde tinha uma vaga para morar. Duomo foi o local. Sai da casa das meninas com meu mochilao, uma mochila, uma mala de mão, uma bolsa e a pasta do computador, imaginem como eu tava. Detalhe, ao sair da casa delas deixei as duas malas grandes la, sendo uma das malas trancada com o cadeado que provavelmente deixei as chaves dentro. A malinha de mão que trouxe também estava trancada, mas consegui abri-la(observa-se que possuo um cadeado super seguro, rs). Esse é um problema para os próximos capítulos. Voltando... sai do prédio e resolvi aplicar.... meu terceiro calote, rs. De busão fui até um ponto, quando me toquei que tava perdida. Perguntei em espanholano pra uma mulher que parecia latina se o ponto do Duomo tava chegando e ela começou a falar em inglês comigo. Só que o inglês dela consegue se pior que o meu, bem pior. Pohha, se em italiano já não entendo direito, imagine em inglês. Daí consegui entender que era pra descer no próximo ponto com ela. Ao descer ela apontava para o lado e falava: “fsjlfnsdufhiudfh Duomo station”. Ótimo, entendi algo, vou entrar no metrô e desço no Duomo. Falei para ela: “Grazie”, e ela disse: “Parla Italiano?”, daí pensei, pqp será que ela ta me achando com cara de americana ou inglesa, porque to começando a pensar que ela ta me saindo uma bela portuguesa. Só faltava ela falar: “Fala português?”. Enfim, parti puta e bolada pra estação e consegui chegar no Duomo. Encontrei o André e seguimos para a casa. Fica localizada em Sesto San Giovanni, cerca de 35 minutos do centro de Milano. Saimos do metrô e fomos pegar um ônibus pois estávamos com muito peso. Quarto calote, rs. Na verdade esse foi o quinto, pois o bilhete que comprei no metrô não me dava direito a ir até a estação que fui, que era a última, mas vão contar com a boa vontade dos brasileiros, dá nisso. Se os fiscais te pegam sem o bilhete, é multa na certa, 50 euros. Enfim... chegamos! 11° andar, apt 44, essa é a minha nova residência que fica em uma rua que esqueci de perguntar para o povo daqui como se chama. Chego na casa e nela está um casal, Sidney e Eliana, e o neném deles, Matheus. Fui muito bem recebida. Super simpáticos, me convidaram pra almoçar e depois o Sidney me levou até o mercado para que eu pudesse comprar minhas coisinhas. Sexto calote. Chegando la fomos pegar o carrinho. Ah inferno, como se usa isso? Ele me explicou que vc coloca a moeda de um euro, e a corrente solta, depois, quando terminar de fazer as compras, você encaixa novamente o carrinho na corrente que ele cospe a moeda pra você. Caraca, como não pensei nisso antes? Fizemos as compras e na hora de pagar não conseguimos passar as minhas compras no cartão dele de desconto porque a véa do caixa viu que íamos fazer a mutreta. Tudo bem, terei outra oportunidade. Voltamos para casa, naquele bom e velho esquema, rs, e guardei as coisas. Tomei um bãinzim, comecei a escrever sobre minha chegada em Milão, conversei com a Elaine sobre a vida aqui, até mesmo para nos conhecermos melhor, fiz minha janta e estou aqui, lutando para entrar nessa internet que não para de cair, até porque to pegando de alguém da vizinhança, seria então o oitavo calote? Rs. Agora é 1 da manhã e francamente não estou com o menor sono, muito cansada, mas sem sono. No Brasil agora são 20h. O friozinho ta começando aqui mas ainda esta um clima bem agradável. De dia uma tentativa de calor e a noite uma tentativa de frio. Fico por aqui, espero voltar com mais novidades... Arrivederci!
Rossetto Rosso Girasole

Dia 25-09-2009

Io sono italiana; Io sono brasiliana; Io vado a Milano; Una birra piccola; Pulman per centrale, per favore. Com esse vasto vocabulário cheguei aqui... Milano! Hoje completo 24 horas nas terras italianas e pronta pra começar a contar a minha saga culturale. Pouco dinheiro na mão, mochila nas costas, armada com um passaporte azul, um vermelho e um guia de conversação resolvo partir para Itália em busca de novas experiências, vivencias e historias pra contar. Dia 24 de setembro, 8:30 da manhã chego para embarcar através do aeroporto do Recife. Entre o corre-corre e muita expectativa chega para me conhecer e dar um “a doppo” o pai de Antônio, meu primo que conheci há cerca de 4 anos atrás, e que já esta há 2 aqui na Itália. Apesar de muitas fotos, gargalhadas e surpresas é preciso partir. Decoles, grande amigo, me pega no colo e me leva com muito custo até o portão de embarque. Não sabíamos se riamos da tão bizarra cena ou se chorávamos por nos aproximarmos daquele divisor de tempos. Chegamos! Como não podia faltar, lágrimas, muitas delas e em meio aos abraços ouço: Senhora Lívia Andrade, se apresentar ao portão de embarque da Tam! Cooooorre, perdi a noção do tempo. Exugo as gotas, passagem na mão e pé na estrada(ou na rota). Yeah, só faltava eu pra embarcar “scusi”. Entro e sento na minha devida poltrona. Agora aperte os cintos porque a viagem realmente vai começar. Foi uma viagem longa e regada a choro e risos resultantes da carta de Francimária, rs, dores no ombro por causa do belo estabaco que levei na casa da vó da Dri, e muito Caio Fernando Abreu. As 14 horas, como combinado estava desembarcando no aerporto do Galeão, no RJ, minha primeira conexão, e avisto de longe a magrela mais gostosa da minha vida. De faixinha lilás no cabelo, com o telefone na mão(só pra variar) e a minha chupa dedão a tira colo encontro Titi, minha grande irmã de coração e comadre. Aiiiiii que saudade da porra! Pra variar e não perder o costume, a Bruna chega atrasada, 2 minutos, mas atrasada. Bruna, minha grande amiga do Rio, eu, Titilis e Laricota da dinda subimos para que eu pudesse comer algo e tomar aquela boa e velha cervejinha, mas assumo, não agüentei. A noite anterior havia deixado resquícios etílicos. Conversamos, rimos, imaginamos como seria a minha vida italiana. Mais uma vez, chegou aquela maledita hora, a partida. Dessa vez no portão de embarque da AirFrance(ai que medo, rs) mais choros, mais juras de amor e muitos olhares na tentativa de guardar a última imagem. Os pedidos de desistência da viagem foram fortes, a tentação também, mas não tinha jeito, minha mãe me mataria... rs... Último adeus, último ciao. Estou estou na fila da PF quando me chamam para verificar meu passaporte. Tudo ok, pergunto, tudo sim, responde, mas corra porque seu vôo já ta saindo! Pqp, pensei, eu mato a Bruna se eu perder esse cocô. Cheia de bagagem de mão consigo enfrentar a última fila formada para entrar no avião. Impedidos de prosseguir, a polícia para todos e nos manda colocar a bagagem toda no meio do corredor e que encostássemos na parede até que os cães guarda passassem para verificar se alguém transportava entorpecentes. Haviam muitos PF´s, por isso imaginei que fosse treinamento de novos policiais ingressando na corporação, só que mais tarde ouvi rumores de que havia uma denúncia de que alguém transportava droguinhas na bagagem. O francês que estava atrás de mim só sabia falar com cara de quem chupou limão, por isso deduzi que ele xingava, e xingava muito, só não posso afirmar porque não entendo uma palavra em francês, só J´emevo, rs. Entramos e mais uma hora se passou até que o avião realmente levantasse vôo. Ao meu lado estava sentado um menino chamado Gustavo. Estava indo passar só 4 dias na Itália a passeio, e foi graças a ele que consegui me virar dentro do avião. Não ria não porque acredite, a dificuldade já começa ali. Primeiro que o português dos comissários é péssimo, segundo que a telinha da TV em frente deveria vir com manual de instrução, terceiro que era ele que garantia meu lanchinho quando as aeromoças passavam e eu estava dando um cochilo( que foram pouquíssimos por sinal). Foi um vôo tranqüilo, tirando a mulher que desmaiou bebinha bebinha ao lado da fileira da minha poltrona, e umas duas quedas de uns 3 metros que o avião deu no meio da noite por causa de turbulências. Não queira imaginar a sensação, é bem pior. Eu estava em pé nesse momento e todos seguraram onde conseguiam para não cair no chão. Resolvo então voltar pra poltrona e sentar meu bumbum para rezar até a próxima conexão. Cidade Luz, Paris. Minha conexão demoraria 1h30min pra acontecer, mas como meu vôo atrasou 1h15 cheguei na correria e descobri que apesar de ser no mesmo setor a conexão, aeroporto era imennnnnnnnso e exatamente na outra extremidade o portão de embarque. Procurei, procurei, procurei até conseguir encontrar um rapaz da airfrance que me ajudou muito. Me passou na frente em todas as filas, fui xingada em todos os idiomas possíveis, esteja certo disso, rs, e ainda tive que passar na porcaria d um detector de metal descalça, porque minhas botas tinham que passar no raio x. Mais essa barreira e estava eu lá, de novo, novamente, outra vez, ultrabigmegasuperpower atrasada pra embarcar. Era tanto Scusi, permesso, Excuse me, perdoname, licença, sai da frente carai... e cheguei. Agora tem mais uma horinha e meia de vôo e chego em Milano. Desta vez um casal de senhores aparentando ser espanhóis sentam ao meu lado. Foi apontar a aeronave pra cima que nós três caímos no sono e só acordamos quando estava no momento de colocar a poltrona na posição vertical, eram por volta das 12h. Desço do avião e tomo o ônibus que nos leva ate o saguão de desembarque. Foi La, exatamente lá que dava inicio a minha primeira raiva italiana. Entro no saguão e vou feliz e contente pegar um carrinho pra colocar minhas malas, quando reparei que todos são unidos por uma espécie de corrente que há em cada um dos carrinhos. Assim, a corrente de um carrinho encaixa em uma entrada que há em outro. Para conseguir tirar a corrente é necessário que se coloque uma moeda de 1 euro no próprio carrinho. E lógicamente, eu não sabia disso. Daí quando percebi que o esquema era esse não adiantava pra mim, eu só tinha moeda brasileira, e negando minha raiz, não tentei encaixa-la, rs. Demorou para que as bagagens do avião chegasse na esteira. Passa uma, duas, três, ops, la vem a minha, não é, cinco, vigésima sétima, nonagésima oitava, e nada. Pensei: só me faltava essa. Quando olho, um montão de gente também ficou sem bagagem, e um povo gringo lá se encaminhou para um guichê, pra não ficar parada com cara de ovo cozinho fui também. Na fila encontro uma mulher tentando falar com a outra em espanhol e, como sou assim, fui me meter na conversa e tentar perguntar pra ela se a dela também havia extraviado e começamos a conversar. Ela me perguntou de onde eu tava vindo, e respondi Brasil, e ela falou: Aaaaa, você é brasileira(em bom e claro português... rsrsrss), no mesmo momento mais dois meninos atrás se manifestaram: Eu também.... Eu também! Puts, brasileiro é a peste, tem em litro em qualquer lugar. Fomos então, nós quatro resolver o problema. Fomos avisados de que nossa bagagem ficou no Charles de Gaule, em Paris estava sendo encaminhada pra cá através do vôo que só chegaria as 15h30. Saimos todos e fomos para fora do desembarque para esperar as phynnas das malas chegarem e a mulher que estava conosco parou para perguntar ao PF italano se podíamos voltar por aquela porta de saída, e ele simplesmente ficou sentado e parado onde estava, olhando pra nossa cara com cara de lombo e não respondeu. Como assim não responde? Ele é assim, estúpido. Como havia marcado com a Marcinha, uma menina que conheci, de me pegar na Centrale as 12h, porque no caso, se tudo tivesse dado certo eu teria chegado as 11h, eu fui procurar um cartão pra avisa-la da problemada que havia dado. Quando achei onde se comprava cartão telefônico, a ragazza me vendeu um cartão de 10 euros pra fazer ligação. Após 45 min tentando ligar fui reclamar que algo estava errado, quando uma outra vendedora me explicou que o cartão que eu havia comprado era só internacional. Pqp, quase cometi um homicídio seguido de suicídio. Querendo matar a mulher por me vender a porcaria do cartão que era só internacional, e me matar por ter pago em uma droga de cartão 28 reais, que mais tarde descobriria que só dava pra falar 7 minutos. Enfim... ela me disse que era só colocar uma moedinha de 1 euro no orelhão que eu faria a ligação, e trocou pra mim uma nota por moedas. Me encaminhei ate o bendito telefone e coloco a moeda, feliz por descobrir a forma certa de ligar. Depois de discar o número vejo que o telefone diz na tela que não tenho crédito (em centavos) pra ligar. Nosssa, 2,80 reais é não ter crédito? Ta, eu tenho que parar e converter, mas até agora ta difícil. Daí, numa tentativa desesperada, tentei tirar a minha moedinha, rica moedinha, do telefone mas não conseguia. Soquei o telefone, enfiei a unha no buraco, pulei pra v se ela ainda tava la e, finalmente, tentando arrancar a parte que se coloca a moeda apertei no que parecia só enfeite do telefone. Mas não enfeite, era o botão que se aperta pra moeda cair e o credito computar. Genial, rs. Consegui ligar e a Cris, a outra menina que mora com a Marcinha, já estava me esperando há 2 horas. Combinei então que quando chegasse na Centrale pegaria um táxi até a casa dela, e fui informada que daria no máximo 12 euros. Nessa altura a fome já era monstra, mas como em todo aeroporto, tudo era extremamente caro. Tomei só um suco de laranja, que me custaram 4 euros, e conversando com os brasucas que estavam esperando também o tempo passou rápido. Hora de pegar as malas. Um dos meninos que estava conosco me ajudou muito. Carregou pare da minha bagagem, já que ele tinha pouca e pegamos um ônibus, de 7,5 euros até a Centrale. Compramos o ticket dentro do aeroporto de Malpensa e nos dirigimos onde a mulher informou que seria o lugar para pegar o ônibus. Chegando lá, haviam dois, foi quando perguntei para o senhor que colocava as malas no bagageiro: Pulman per Centrale? E ele respondeu que sim, mas acredito que não tenha observado o ticket na minha mão. Quando fui entrar, o motorista disse que era no da frente, e tive que pegar minha bagagem d volta. Nossa, o grosseiro do cara do bagageiro foi tirando minhas malas e as jogando literalmente no chão. Daí ele parou de pega-las e foi colocar a de um casal que chegou. Começou a colocar a bagagem na frente das minhas que ainda estava dentro, foi quando apontei pra elas e disse que eram minhas também, só que nesse mesmo momento ele meteu a cabeça na frente e eu sem querer tirei um lado do óculos dele. Nooooooooooooossa, pra que. Começou a gritar comigo e balançar aquela mãozinha característica d italiano, foi quando pensei: Enfim, Itália, agora realmente cheguei. Daí não resisti, neta legitima de dona Valda, tive que responder: “Agora deu, e tu acha que a pessoa faz isso querendo é... ouxi”. Sai andando em direção ao outro ônibus onde o rapazinho do bagageiro era muito mais simpático, em todos os sentidos, rs. Alias, só um ps: Oh povo bonito, apa! Voltando... Entrei no ônibus com meu companheiro de percurso, sentei e esse foi um dos poucos momentos da viagem que consegui cochilar um pouco mais, até porque voar de AirFrance é tensão a toda instante. Desci do ônibus e fomos ate um ponto de táxi. Quando chegamos la não havia nenhum carro, então me despedi dele e agradeci a ajuda. Fique aguardando uns 5 minutos quando um taxista novinho todo boyzinho chegou num Mercedez velho e disse que a corrida custava 15 euros. Tentei chorar, negociar, apelar, mas não deu certo. Ok vai, pra quem já passou por tudo isso, deu 15 rindo. No caminho ele veio puxando assunto e de repente veio a mais temida pergunta: Dove sei? Com receio, respondi: Sono brasiliana. Na mesma hora, ele abre um sorriso de quando a gente encontra coca-cola gelada, com 3 pedras de gelo e uma rodelinha de limão no deserto, e falou: “Que bella”. E eu agradeci constrangida e fingindo que aquilo era um elogio simpático. Durante o percurso trocamos meias palavras em italiano. Chegando no destino ele pergunta se eu queria sair pra dançar, vê se pode, sair pra dançar... pensei: Ele só pode ser cearense. Disse que havia voado 12 horas e estava muito cansada, que não estava disposta pra sair. Prontamente ele pega um papel no bolso, escreve o telefone de contato dele, me entrega e diz que se chama Ricky, e que caso eu quisesse sair era só ligar. Eu? Ligar pra ele? Nem pra outra corrida. Cheguei no apartamento e a Cris estava lá com uma amiga, que acho que se chama July. Entrei, fiz uma horinha e fomos encontrar Marcinha para que elas pudessem comprar uma blusa. Pegamos um ônibus, meu primeiro ônibus urbano milanense, meu primeiro calote italiano. Pois é, aqui eles esperam que as pessoas ajam com boa fé, entrem no ônibus e encostem o cartão magnético em alguma das maquininhas espalhadas. Mas, como eu não sabia, não o fiz. Na verdade, para se andar de ônibus, ou você compra esse cartão pago mensalmente, que te da o direito de andar livremente pelo metrô e pelo ônibus, ou você paga no metrô o bilhete e anda pelos dois transportes por 70 min, eu acho. Descemos e pegamos o metrô, não tive escapatória, ai se foi mais 1 euro, rs. Encontramos a Marcinha logo onde?! No Duomo... noooooooooooossa, imagine uma praça bonita, é mais. Linda arquitetura, lindo lugar, lindas pessoas, até os pombos são lindos. De la entramos em várias lojas e vi que a tia Rejane tinha razão, aqui é um ahhazzo. Calças jeans lindas por 19 euros. Blusas perfeitas por 25 euros (isso porque tava caro). Recado: Sales e Biágio, deixarei de ser patricinha não praticante, acho que vou voltar a praticar muitooo...rs. Voltando... Rodamos, entramos no Mc Donalds e fomos pra casa. Chegando lá conheci o Bruno, um dos meninos que moram com a Cris e a Marcinha. O outro é o Alain, que estava na Suíça em uma missão secreta, rs. Conversamos um pouco, tomamos banho, jantamos e partimos pra minha primeira noite aqui, bote Gioia. Segundo calote, rs. É muito engraçado ver como as pessoas se comportam, se vestem, conversam. Os homens ou te comem com os olhos ou chegam em você dançando alucinadamente. Curtimos a boate e voltamos cedo, estávamos exaustas.
Rossetto Rosso Girasole