quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Atualização

Desculpe a minha indispliscencia com o blog, mas é que esta difícil conseguir me conectar. A internet aqui é miau, por isso nem sempre pega. Então... Neste momento to escutando ChamaLuz e Júlio Uçá, tentando recordar todos esses dias passados mas a única coisa que me vem a mente é a saudade que sinto dos meus amigos em Maceió, como a Fran Mocréia, o Decoles Amores, das amigas do RJ e de MG, Bruna, Fla e da minha família, mãe, pai, Cabeça, Cesinha, Titi ( com a minha afilhada Laricota), Sales... aff, a distancia dói tanto! Mas como diz a música que toca agora “tenho que parar com essa mania de olha para o céu”. Foram tantos momentos incríveis que vivi esses dias que tudo que eu queria era que essas pessoas tivessem vivido comigo cada segundo comigo. Estou passando por momentos que na verdade não tenho como expressar em singelas letras. Experiências nunca imaginadas, mas muito sonhadas. Viver sozinha, ter que me virar sozinha, começar a vida do 0, com 0 amigos para chorar no ombro, com 0 lugares conhecidos, com 0 conhecimento da língua falada aqui, mas com um milhão de expectativas e anseios. Tentando deixar esse momento nostálgico de lado, vou tentar começar a descrever como foram esses últimos dias. No dia 21 viajei para Granada- Espanha, sem imaginar o que me esperaria. Lá eu encontrei a minha amiga Almudena, espanhola que conheci esse ano no carnaval de Salvador e criamos uma grande amizade. Na época ela estava se mudando para Campina Grande e passou alguns finais de semana lá em casa. Essa era a minha vez que ir visita-la. Cheguei em Granada no inicio da tarde e ela estava no aeroporto me esperando. Continuava linda, simpática e com um português perfeito. De lá fomos conhecer um pouco da cidade e tomar uma cervejinha e comer as famosas tapas espanholas. As tapas é o seguinte: Vc pede uma bebida e ganha um aperitivo. Nem preciso dizer o final dessa historia né.... quilinhos a mais. Fiquei em granada até dia 24, onde conheci algumas das amigas delas, pessoas maravilhosas que me receberam muito bem, fomos na Alhambra, um castelo árabe que concorreu uma das 7 maravilhas do mundo, tomamos chá árabe, experimentei guacamole (mesmo sendo uma comida do México, as pessoas comem bastante e na minha ultima noite em Granada a Belém, amiga da Almu, fez no jantar pra mim). Esses dias em Granada foram mágicos. Uma cidade linda, universitária, que transpira historia e cultura. Pelas ruas é comum escutar os homens cantando Flamenco, músicos tocando sax, violão, muito grafit nas paredes e um por do sol indescritível. A parte ruim é que a cidade vive lotada de turistas. Lá experimentei também o Kebab, sanduíche árabe, nojento porem delicioso. No dia 24 acordamos, arrumamos a casa e fomos para Murcia, cidade natal de Almu, onde a família dela me esperava para me conhecer. Chegamos lá mas os pais dela estavam numa festa do resto da família dela, e na casa estava somente o irmão dela, Alejandro. O conheci e depois de algumas horas os pais e a outra Irma dela, Paula, chegaram. Só tenho uma palavra para descreve-los: Abençoados. Uma família linda. Me trataram como nunca imaginei ser tratada em outra família, lá sentia que era literalmente uma nova integrante. Me deixaram super a vontade. Rimos muito, conversamos muito. Ganhei muitosssssss presentes, mas o principal presente foi sentir que ganhei uma nova família. Me convidaram para passar o Natal com eles e estou cogitando a idéia de ir, so dependo do trabalho, se estarei ou não livre na época. Passei dias fantásticos lá. Na segunda feira, dia 26 retornei a Milão e o Júnior foi me buscar no aeroporto. Cheguei em casa, desfiz minha mala, lavei as roupas sujas, comi, arrumei o armário e quando chegou a noite sai para um barzinho com o Júnior. Voltei, descansei e no dia seguinte contei para o povo da minha casa como foi a viagem. Tentei escrever para o blog mas novamente a internet estava um caos para conseguir me manter conectada. Fui dormir cedo porque estava cansada e um pouco triste pela volta da viagem e por outras coisitas mais. Enfim... o que importa é que mesmo com os altos e baixos estou muito feliz por estar aqui na Itália e tenho certeza que ainda tenho muito pra viver aqui!
Rossetto Rosso Girasol

sábado, 17 de outubro de 2009

Dia 16-10-2009

Acordei e comi um sanduíche. Quando era a tarde tomei um banho e fiquei com o pessoal aqui em casa conversando. A Néinha me disse que talvez surja uma vaga de baba na casa em que ela já trabalhou, para cuidar de dois pestinhas. Acredito que em novembro eu já esteja trabalhando. Quando chega a noite eu me arrumo pois combinei de ir ao cinema com o Júnior. Fomos ao shopping Bicocca (acho que é esse o nome)... Assistimos um filme de suspense chamado Orphan. Todos os filmes aqui são dublados(lógico para italiano), e por incrível que pareça, eu entendi o filme todo. Fiquei tão feliz por ver como minha compreensão do italiano esta evoluindo. Na saída do cinema tinha uma loja de jogos e resolvemos entrar. Entre os brinquedos e jogos estava a mesa de totó(não sei como escreve). Jogamos 3 partidas e ganhei as 3, rsrsrsss. Não venham falar que ele é ruim não, eu que jogo bem. Na verdade um pouquinho dos dois, rs, ele joga mal e eu não sou tão ruim. Saimos do shopping, conversamos um pouco e fomos embora. O dia foi tranqüilo porque amanha eu tenho uma entrevista do Mc Donalds da Galeria Vittorio Emanuele. Ahhhh, esqueci de contar né. Ontem, enquanto eu fazia compras com o Henrique, uma pessoa do Mc me ligou marcando uma entrevista para sábado as 10 da manhã. Mc proletária, será?! Marx e a venda do trabalho. Tenho que ceder ao capital, mas me render jamais, rsrsrsrsrsrsrsss, mas a luta é desleal! Un bacio a tutti
Rossetto Rosso Girasole

Dia 15-10-2009

Estou aqui tentando me lembrar o que que fiz no dia 15, rs. Acordei, isso com certeza... rsrsrsss, como já era tarde fiz o almoço e sai com a Néia pirinéia e o Henrique. Depois fui ao mercado porque eu já estava enrolando para ir há tempo. Quando estava lá meu humor já não era dos melhores. Para contribuir com a minha “bad” fiz pedir licença pra uma mulher pra passar com o carrinho. Até que tinha espaço mas se eu passasse poderia bater nas coisas dela... ela, no auge da educação italiana disse: ”Não é possível que você não consiga passar nesse espaço”... acredita? Era tão mais fácil ela arredar o carrinho para o lado e pronto. Nossa, fiquei mt p...! Falei pra ela: ”Pois é, que problema né”, e sai resmungando com o Henrique. Ela não satisfeita disse que o espaço passava até caminhão. Dei aquela olhada do tipo ”Não mexe comigo que sei ser tão grossa como vc”. Sai revoltada. Voltamos para casa e arrumei minhas coisas na estante. O Junior me ligou falando que sairíamos para um lugar que até então não entendi onde seria. Jantei e me arrumei para esperá-lo. Quase 22h ele chega. Junto com ele estava Marina e Rafaela. Fomos para uma boate. Achei que seria uma boate normal, nos parâmetros normais, com pessoas normais. Mas me enganei. Não era uma boate normal, era boate do estilista Roberto Cavalli (que por sinal eu não conhecia, rsrsrsss). Não era nos parâmetros normais, lindamente phynna. Não tinham pessoas normais, todas magras e modelos. Eu,no ápice dos meus 60 quilos, vestida para ir a padaria, fui para um lugar que nunca imaginava ir. Dançamos, bebemos e para mim, pelo menos, foi uma ótima noite. Ficamos lá até as 3 da manhã. Tava um frio maior que o da geladeira da sua casa, não tenha duvidas. Voltamos e dormi.
Rossetto Rosso Girasole

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia 14-10-2009

Acordei e tava fazendo café, pra tapiar até o almoço quando o telefone toca: “Pronto”, era o tio Pedro Agrelli, pai do meu primo Antônio, que mora em Torino, falando que estava chegando aqui em Milão. Nosssssssa, fiquei super feliz por ter a presença de alguém familiar por aqui. Me aprontei e corri para Duomo ao encontro dele. Nos encontramos dentro da igreja e ficamos lá um tempão conversando. Saímos e fomos na galeria Vittorio Emanuele para ele poder rodar o pé no touro. Filmei tudo na câmera dele. Saimos da galeria e encontramos sem querer as meninas que conheci ontem. De lá fomos conhecer a loja da Ferrari. Linda, vermelha e cara. Quando vc entra ela faz aquele vrummmmmmmmm, quando sai também faz o vrummmmmmmmm. De lá fomos comer uma pizza na Via Torino e aproveitamos para beber una birra. Ele abriu o computador e ficou me mostrando a árvore genealógica da nossa família e o montão de fotos que ele tem da parentada. Até foto da minha mãe ele tem. Quando saímos já estava quase na hora dele pegar o trem para voltar para a cidade que ele estava, que não me recordo o nome. Deixei ele no metrô e fui pegar o meu até a volta para casa. Cheguei em casa, estudei um pouco e fui dormir cedo.
Rossetto Rosso Girasole


Dia 13-10-2009

Cheguei em casa e tomei um “café da manhã”. Estava muito cansada e fui dormir. Quando acordei o povo tava tagarelando na sala. Tomei um banho e fui participar da conversa. Contei como foi a noite e parti para o curso de italiano. Quando acabou vim direto para casa, mas no caminho, quando olho pra trás vejo que um dos caras do meu curso estava vindo também, um egiciano. Ele veio para meu lado e começou a conversar e não demorou muito começou a me convidar para um café. Eu disse que não gostava de café e ele perguntou se eu era casada. Aff, mereço, pqp. Não satisfeito me chamou pra beber qualquer outra coisa, mais uma vez eu disse que não bebia nem água. Rs. Daí ele me chamou pra beber algo no dia seguinte... kct, será que ele ainda não entendeu? Apertei o passo, me despedi e corri pra casa. Cheguei revoltada, tem homem que não se toca. Fiquei conversando com o pessoal e logo depois fui dormir.
Rossetto Rosso Girasole

Dia 12-10-2009

Acordei, fiz o almoço e fui para a entrevista no Mc Donalds da Via Torino. Chegando lá fui entrevistada por um homem, chamado Massimiliano(assim mesmo, com dois SS), e uma moça que não lembro o nome. Eles queriam alguém pra começar súbito, mas a proposta era a mesma da do outro Mc. O problema era que eles precisavam de alguém também para atendimento, e meu italiano ainda é um problema. Mas como ainda estou no meu prazo de desemprego não me desesperei. Aproveitei que estava próxima do InformaGiovani e fui la imprimir uns currículos. Fui embora logo depois. Peguei o metrô na Duomo e quando já estava no meio do caminho Lori me ligou pedindo para que eu o encontrasse para irmos a uma clinica de estética que estava precisando de recepcionista. Desci na próxima estação e voltei ao encontro dele. Quando cheguei pegamos um trem e fomos até a clínica. Chegando lá a menina que nos atendeu já tinha uma cara de metida, sendo assim, já da pra saber o nível do local. Dexei meu telefone e fomos a loja de um amigo dele. Ficamos la conversando um pouco e depois fui embora. O problema foi que demorei a voltar e quando vi a hora já tinha perdido o curso de italiano. Cheguei em casa, jantei e fiquei conversando com a minha família italiana. De repente o telefone toca, era o Júnior confirmando o show. Comecei a me aprontar e ele me buscou com mais duas brasileiras, a Marina e a Rafaela. Marina veio pra Itália só pra dar entrada no processo de cidadania e vai embora na próxima segunda. E a Rafaela já está aqui há 2 meses com o mesmo propósito. Fomos primeiro numa via, que se não me engano fica ao lado da Porta Garibaldi. Andamos um pouco por lá, sentamos um barzinho, uns amigos do Junior chegaram, tomamos um drink e fomos para a boate onde teria o show. Nú, qui frii. O problema maior daqui não é o frio, é o vento gelado. Entramos na boate e os meninos tinham reservado uma mesa no camarote. Na mesa do lado estava o goleiro Dida e na mesa de trás estava o Katinguelê. As meninas tiraram foto mas eu não tive coragem. Não tenho dom pra Robert. O show começou e acredite, foi muito bom... se alguém me sacanear depois eu soco a cara. Dançamos muito. Titi, eu falei que te avisaria quando a balança começaria a pesar. Então... Quando o show acabou começou a tocar funk, me senti no Brasil. Só tinha brasuca. Saímos tarde de lá e fomos para uma rua onde tinha uma paradinha lá que vendinha sanduíche. Junto com a gente estava o Jonathan(não sei como escreve o nome dele). Ele e o Júnior comeram e depois ficamos conversando até tarde. Cheguei cedo em casa... rs.
Rossetto Rosso Girasole

Dia 11-10-2009

Foi um domingo pacato. Fiquei em casa o dia todo. No inicio da noite fui ver um apartamento para a Karina(uma menina que conheci pela internet que esta aqui na Itália há 8 meses pra tirar cidadania, mas como tava demorando pra sair ela foi pra Espanha ficar com a Irma dela). O apartamento é de um brasileiro chamado Junior. As 19h fui conhecer o Junior e ver como era o apartamento. Ele me levou no apartamento e ficamos conversando. Na volta para casa ele comentou que na segunda teria o show do Katinguelê e me convidou para ir. Por favor, não riam de mim... eu aceitei ir no show do Katinguelê ( não riam de mimmmmmmmmm). Voltei para casa e dormi cedo.
Rossetto Rosso Girasole

domingo, 11 de outubro de 2009

Dia 10-10-2009

Acordo as 11h30 e venho para a cozinha e encontro Sidney e Eliane saindo para ir a feira. Até me convidaram mas como todo sábado eu tava na “bad agrelliana” que só o Deco e a Fran entende. Eles saíram e eu comecei a fazer o almoço. Nossa, foi o almoço mais triste que já tive. Eu, sozinha, num outro país, sem amigos, sem família, sem ninguém. Chorei, chorei, chorei. Depois de umas horas chega o Sidney e a Eliane. Eu ainda estava abalada, e pra me consolar o Sidney disse: Isso é só o começo. Não sabia se ria ou se chorava mais. Pelo menos agora eu tinha a cia deles. Fiquei o sábado todo em casa. O Lori, brasileiro que conheci no parque no dia da roda de capoeira me ligou me chamando pra ir na academia de capoeira porque ia rolar uma festa brasileira lá e que a maioria seria italiano e eu aceitei. Não estava animada a ir porque pensei que me sentiria deslocada. No final da tarde chegou a Marta, uma amiga do povo da casa e depois, o Henrique com a mãe e a tia dele. Me arrumei e na hora se sair quase desisti de ir. Eu estava realmente muito desanimada, mas pensei que seria uma boa oportunidade de conhecer novas pessoas. Sai de casa e fui pra metropolitana. Desci em Loreto e fiz baldeação para a linha verde. Depois de uma hora de metrô cheguei na estação de Famagosta. Lá esperei por 30 min um tal amigo do Lori me buscar. Ele me ligou e estava em outra estação, uma antes. Nos desencontramos porque o Lori se confundiu e trocou as informações. Mas tudo bem, ele chegou lá uns 10 minutos depois. Era um italiano chamado Francesco. Logo lembrei do Francesco da agência de empregos... kkkk... foi só um p.s., mas eles nem se pareciam. Fomos caminhando até a academia e ele disse que entendia um pouco de português. Tentei falar em italiano mas desisti e comecei a falar em português mesmo. Ele aparentava estar entendendo tudo. Chegamos na academia e encontro Lori. Conheci o pessoal da capoeira. A festa tava cheia e todos foram super educados. Conheci então a Gi, uma brasileira de Santos que estava passeando aqui em Milão. A amiga dela era da academia. Conversamos horrores, e no meio do papo a conversa foi interrompida com convites para dançarmos um forrozinho. Eu, em Milão, dançando forró? Mentira né?! Kkkkkk... forrozinho pé de serra, adoro. Dancei 3 músicas com um brasileiro lá. Parei de dançar e voltei a conversar com a Gi. Ficamos a festa toda juntas. Conversamos com uns italianos em italiano, rsrsrsrs, jura né, rsrsrsss. De repente chega o Lori com o amigo dele correndo para irmos embora. Eu iria voltar pra casa de carona. Me despedi de todos, troquei contato com a Gi, tiramos uma foto e fomos embora. Foi quando o Lori me explicou que a ex dele chegou lá e ela perturbava muito. Em direção ao carro estava eu, Lori, Francesco, Roberta(uma italiana amiga de Francesco) e Salvador(também italiano). Estávamos indo para o hotel onde o Lori trabalha(um bem famoso que não vou dar nome para nao comprometer ninguem)pois lá beberíamos 0800. Chegamos no hotel e estavam na recepção dois “velhos”. Ficamos la na recepção sentados conversando e bebendo. Eles falaram umas gracinhas lá mas eu deixei bem claro que mesmo que eu não falasse italiano eu entendia bem até demais... e nessas horas, eu sou poliglota. Fiquei afastada deles com toda educação que mamãe me deu e fiquei conversando com Salvador (“Salvo”) um tempão. Rimos pra caramba, fiquei mais ou menos 1 hora conversando com ele só em italiano, foi legal demais, to melhorando bastante. Ele me explicou que com os véiaco daqui que tenho que me preocupar porque eles são um pouco sem limite mesmo. Mas num italiano claro eu disse: Io no parlo italiano pero capisco tutto, non sono bambina. Na mesma hora eles entenderam o recado e ficaram na deles. Pouco antes de irmos embora, eu e a Roberta fomos no banheiro, e na volta o Lori estava no estoque de bebidas. Sem detalhes, ganhamos umas minigarrafas de vodka, wisque e licor. Saimos felicíssimas. Lori ficou no hotel mesmo e Salvo foi levar eu, Francesco e Roberta em casa. Rimos muito no carro com as garrafinhas e com as tentativas de falar italiano e deles tentarem arranhar o português. Cheguei em casa sã e salva. Pra variar, mais uma noite que eu pensei que seria um desastre foi ótima.

Rossetto Rosso Girasole

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dia 09-10-2009

Acordei de madrugada pra não ter perigo de perder a hora. 8h tava de pé. Tomei banho, fiz o café, me aprontei e parti nervosa pra entrevista. Peguei o metrô e assim que desço na estação tava caindo um pé d´agua. Mas até a chuva daqui é engraçada, ela não cai em quantidade, mas o único pingo q t pega vale por 1000, rs. Sai correndo pra baixo da marquise e atravessei a rua em direção ao Mc. Entrei, perguntei onde era o appuntamento (a entrevista), e a menina me indicou o piso de baixo. Cheguei lá e dois gerentes estavam entrevistando uma menina e fiquei aguardando. Chegaram em seguida dois meninos e um deles já foi sentando, sem ver que já tinha gente aguardando, e essa gente era só eu, mas tinha gente ué, num sou gente?! Rsrsss... A gerente percebeu, mas enfim, depois que ele foi entrevistado ela me chamou. Perguntou meu nome e logo depois da minha resposta o homem disse pra mulher: “È brasiliana”. Sì, sono io. E então a gerente começou a falar comigo e disse que falava português. Disse que a mãe dela é brasileira e que ela veio pra cá novinha.... enfim... começou a me entrevistar em português e eu disse que não falava muito italiano porque estava só há 2 semana aqui. Daí ela disse que a oferta era a seguinte: Trabalharia 4 horas diárias, no horário entre 12h e 24h, não tem sábado, domingo, feriado nem dias festivos de folga, nem horário fixo, nem cargo fixo, ou seja, hoje sou cozinheira, amanha caixa, depois de amanha to na limpeza. Em suma, trabalho escravo. Mas o problema nem é esse, é que nesse horário, se eu pegar até as 24h não tenho como voltar pra casa, fora que como não tenho horários definidos, me priva de pegar outro emprego, e além disso, prefiro um trabalho que eu pegue 12 horas seguidas do que só 4hrs, afinal, o dia todo já foi perdido mesmo. Ela disse que pra semana ligava para os selecionados. Saí meio triste porque não era o que eu imaginava, mas de qualquer jeito feliz por ter mais um retorno. Afinal, minha perspectiva é arrumar trabalho só a partir do segundo mês mesmo, mas se aparecer antes, beleza. Sai de lá e voltei pra casa porque me comprometi a cuidar do Matheus pra Eliane até o Sidney voltar do bico que ele arrumou. Dei almoço pra ele, brinquei bastante e depois de umas horas o Sidney chega. Como hoje é sexta, ou seja, dia de Maria. Fiz a faxina e depois fui ao mercado fazer umas comprinhas pra mim. O Henrique foi junto e me ajudou a trazer as compras. Cheguei em casa e o telefone toca duas vezes. Corro pra atender mas já era tarde. Retorno e passo para a Eliane falar no meu lugar. Como eu pensava, mais uma ligação, o Mc Donalds da Via Torino ligando pra marcar um appuntamento. Lunedì, as 15h30 estarei lá, concorrendo a vaga de Mc escrava... espero que nesse a proposta seja melhor. Vou ganhar o titulo mais mais concorrida Mc Donalds. Fique em casa o resto do dia, inicio da noite. Jantei, tomei café e entrei na internet. De repente entra no msn a minha amiga Almudena. Ela é espanhola e conheci no Brasil durante o carnaval deste ano em Salvador. Fizemos uma grande amizade e por duas vezes ela foi me visitar em Maceió, já que ela estava morando em Campina Grande, por conta do intercambio. Começamos a conversar no msn e ela disse que a família dela queria me presentear uma passagem para visitá-los.... nooossa, fiquei radiante. Conclusão: Dia 21 embarco para Granada, na Espanha, ao encontro da minha amiga Almu. Retorno dia 26 e já planejo assistir o jogo do Milan x Real Madrid no San Siro dia 3 de novembro. Agora são 2h02, 22h02 no Brasil e preciso ir dormir, porque amanhã pretendo ir a uma feira aqui perto para comprar alguma lembrança da Itália para a família da Almu. Um bacio a tutti.
Rossetto Rosso Girasole

Dia 08-10-2009

Ai que saco, acordei de madrugada, umas 7h30, tomei café da manha e fui pra rua imprimir o currículo no InformaGiovani, procurar uma agência de emprego que achei pela internet e distribuir currículo. Cheguei no InformaGiovani e a droga da impressora tava quebrada, pqp. Então liguei para o Sidney e ele disse que na metropolitana tinha uma lan house que imprimia, mas era cara. Então... o jeito era ir la, viagem perdida não dava. Fui e para imprimir tinha que usar o computador obrigatoriamente, além de pagar a impressão. Morri em 1,20 euro nessa brincadeira. Sai de lá e voltei na porcaria do InformaGiovani e pedi pra menina xerocar pra mim os currículos. Assim eu economizei 2 euros. Andei viu, ave, e ainda tinha mt mais pra andar. Deixei meu currículo em uns mc donalds(mas não conta pra ninguém não viu, meu lado socialista fica envergonhado) e fui andando até o final da Via Torino pra achar tal porta Ticinese, onde ficava a agência. Andei um mundo e quando cheguei lá a porcaria da agência tinha mudado de endereço.... aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiii cairaiiiiiiiiiiii, que raiva. Voltei e fui observando os lugares que estavam pegando currículo. Deixei em duas lojas, uma de sapato, a Geox, e uma de roupa. Na Geox quando deixei o cara já de cara me entrevistou. Mas ele disse que meu currículo era perfeito, mas era uma pena que eu não falasse muito italiano porque como era pra trabalhar com vendas precisava falar muito. Fiquei triste mas ao mesmo tempo feliz por já ter algum retorno tão rápido, sinal que eu estou no caminho certo. Minha meta é conseguir um emprego a partir do segundo mês, e até lá me empenhar pra aprender o italiano. Voltei para o Duomo, entrei na Galeria Vittorio Emanuelle e deixei um currículo no Mc de lá. Segui para a piazza San Babila, onde tinha mais um Mc, onde deixei um currículo e entrei na metropolitana pra voltar pra casa, pois já eram 15h e eu ainda não tinha almoçado. Cheguei na estação e ao invés de ir pra casa resolvi ir até a Biblioteca pra deixar os filmes e livros que havia pego. Peguei um ônibus lá que o fiscal me disse que passava e fui. Calote, minha tessera só permite que eu ande até Sesto, e eu estava indo pra dentro de Cinisello. Desci do ônibus onde o motorista avisou, pedi informação a uma mulher e consegui chegar na biblioteca. Na volta fui perguntando para o povo onde eu pegava o ônibus pra ir pra casa e cada pessoa me dizia um lugar. Já estava ficando mega nervosa quando avistei uma tabacaria, não resisti. Já tava esse tempo todo aqui na Itália sem furmar e resolvi entrar e comprar uma carteira de cigarro com 10 unidades apenas. Comprei o Camel, com 10 unidades, 2 euros. Ai facada, mas naquele momento o mundo podia cair que eu nem ligaria... nooooossa. Fui tranqüila andando e procurando qual fermata eu pegava o ônibus. Achei uma, peguei o ônibus, Calote, e sem eu saber ele passava mais próximo da minha casa do que eu imaginava. Desci no ponto e fui caminhando até em casa. No caminho uma agência que tem na minha rua que estava sempre fechada estava aberta. Deixei um currículo e segui a caminhada. Quando chego na esquina meu telefone toca. Não conhecia o número, mas atendi. No outro lado da linha estava uma mulher querendo marcar uma entrevista comigo. Fique tão nervosa que eu disse que não tava ouvindo e que ligaria em seguida. Corri pra casa e pedi pra Eliane retornar pra mim a chamada. Ela retornou e era a gerente do Mc da praça de San Babila me chamando pra uma entrevista amanha as 10h. Nossa, nem acreditei. Não esperava retorno tão cedo. Mas vão vê no que que dá. Jantei meu almoço e fui dormir cedo pra poder acordar bem para minha entrevista.

Rossetto Rosso Girasole

Dia 07-10-2009

Levantei cedo e parti bola pra rua. Primeiro fui no consulado pra saber onde era e tirar umas duvidas. Chegando lá peguei uma senha e me senti literalmente no Brasil. Cheguei no consulado, olhei ao redor e disse pra mulher ao lado: “Com certeza aqui é o consulado brasileiro, olha a fila”. A sorte é que pra minha senha tinham poucas pessoas na minha frente. Quando chegou na minha vez fui atendida por um carioca, que as únicas que me respondia era: Você resolve na Comune. Apa... isso eu já sei, eu quero informações mais concisas. Mas enfim, no final das contas acabamos falando besteiras, rimos um pouco e logo em seguida ele me passou o telefone da mesa dela, que segundo ele ele não dá pra ninguém, caso eu “precisasse de mais alguma coisa”... grazie mille. Sai de lá e fui a um lugar chamado InformaGiovani, que fica uma rua por trás do Duomo. Cheguei lá para entrar na internet e imprimir uns currículos que tinha feito ontem. Queria imprimir lá porque jovens cadastrados lá tem direito a 10 impressões de graça por dia e 1 hora de internet. Na hora de abrir a boba da pexte do pen drive, o currículo tinha sido salvo por cópia, ou seja, não abria. Liguei para o Henrique me mandar por email mas ele também não conseguiu abrir em casa. Então voltei pra casa e copiei novamente o currículo no pen drive. Já tava com uma preguicinha de tanto que tinha andado e resolvi não sair mais. Estudei um pouco, comi o morango com leite condensado e o restinho do chantily, assisti Cidade de Deus em italiano e dormi cedo, umas 22hrs porque a saga dos currículos prosseguiria no dia seguinte.
Rossetto Rosso Girasole

Dia 06-10-2009

Meus queridos, não faço só viver e escrever no blog não. Muita calma nessa hora, aos poucos vou escrevendo. Então, na terça feira não lembro mais o que fiz. Lembrei... A Eliane me acorda pedindo para que eu ficasse com o Matheus porque o Sidney tinha saído com o Henrique para fazer o Codici Fiscale dele. Fiquei com o bebezinho e o Sidney chegou umas 2 horas depois. Como eu não tinha mais tempo pra sair, fiquei estudando em casa e fui para o curso de italiano. Fraquinhoooo, mas é melhor do que nada. Por 2 euros tb né, queria o que, um Cultura Italiana!?! Voltei para casa, jantei e fui dormir porque no dia seguinte teria um dia cheio: distribuição de currículos.
Rossetto Rosso Girasole

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dia 05-10-2009

Um dia agitado. Levante e era meu dia de faxina... oh maravilha, amo tanto. Fiz o almoço, limpei a casa e sai com o Henrique a procura do outro curso de italiano que havia comentado. Chegando lá, fomos atendidos por um senhor que morria de medo da chefe do setor, mas também pudera, ela era uma grossa estúpida tipicamente italiana. O Henrique não pode fazer a inscrição porque o visto dele é de turista e para quem não é cidadão é necessário ter o permesso di soggiorno. Ela me disse que só tinha vaga na turma da manhã e que o curso tem a duração de um ano. Eu não tive muito interesse porque se eu começar a trabalhar de manhã não poderei mais freqüentar o curso, mas o motivo principal ainda esta por vir. 30 euros. Esse era o valor do curso, realmente não é caro pois é o valor total, no caso é na verdade uma taxa paga pelo curso, mas eu vou pagar 30 euros, que corresponde a quase 2 semanas de alimentação para fazer um curso que provavelmente vou ter que parar em um mês, assim que arrumar emprego. Saimos de lá e fomos bater perna. Fomos para a Duomo e resolvemos entrar na igreja. Nossa, a igreja católica é demais, exige voto de pobreza dos padres e freiras e não mede moedas para construir igrejas. Linda, não há outra descrição. Visitamos todo o interior e saímos pela uscita lateral. Rodeamos e demos de cara com a fonte d´agua. Parada para a foto. Click. Andamos mais alguns metros e caímos na tentação de entrar na D&G. É um shopping de marcas. Tava observando, tinha uma prateleira la com umas 15 calças jeans que com o valor delas eu compraria uma casa no Brasil. É um luxo. E o mais chocante é ver pessoas saindo com sacolas e sacolas de lá, e eu me pergunto, será que a crise ta só comigo? O pior, eu vi, juro que vi, a loja da Luis Vuitton lotada de gente comprando, da pra acreditar? As coisas são tão caras que nem o preço ao lado da peça tem. Subimos ao segundo piso e pedi pro Henrique perguntar quanto custava uma cueca da Armani. 25 euros, 25 euros? Marcello e Cesinha, ainda pensei em dar de presente de Natal, mas na moral, o pintinho de vcs não é de ouro não. A pessoa não ta acostumada, cara assim a cueca pode dar até alergia, ou não, esse é o problema. Resolvemos voltar ao mundo real descer para o primeiro piso, mas ao nos aproximarmos da escada rolante, o grand finale. Eu andava mais a frente quando senti primeiro. Peguei a escada rolante, atrás de mim vinham dois velhinhos ( e foram eles, certeza) e depois o Henrique, com uma cara de limão. Não agüentei e disse bem alto: “Tá pensando o que, gente phynna também peida na Dolce & Gabbana”. Será que é a nova tendência do inverno italiano, peidar na D&G? Imagina se isso vira moda que loucura que vai ser. Pois é, o capitalismo literalmente fede. Saimos de la rindo galões e galões. Andamos um pouco e entramos no metrô. De lá passei em casa, e fui ao mercado comprar morando pra comer com chantily. Na hora que fui passar no caixa, o velho perguntou pra mim em italiano se meu cartao era debito ou credito. Só que eu estava distraida e nao entendi o que ele disse, ele repitiu gritando comigo... aaaa, deu certinho. Olhei bem nos olhos dele e disse:"Eu não sou surda, só nao falo italiano, mas não sou surda". Ele gritou com a pessoa certinha. Falei qlq merda la so pra ele se satisfazer e fui embora muito p... desaforado. Enfim... de lá fui direto para o curso de italiano que havia me inscrito. Primeiro dia. Já na entrada conheci 3 meninos brasileiros e no final do curso vi mais 2. Socorro. Eles ficaram falando pra eu ficar na sala deles, mas não ia dar certo. Eles alem de bagunceiros só iam falar em português. Terminou a aula, encontrei com eles na saída, bati meia dúzia de papo e voltei pra casa. Contei como foi o dia pro povo daqui, jantei, comi um sorvete com chantily e fui dormir bem cedinho, 00h.
Rossetto Rosso Girasole

Dia 04-10-2009

Calma povo. Não sabia que tanta gente lia isso aqui. Vou continuar atualizando, mas é que dá uma preguicinha de contar tudo... rs. Vou dar resumidas básicas viu! O domingo foi bem tranqüilo, fique em casa o dia todo. Acordei na hora do almoço e a casa tava cheia. Mãe, tia, prima e amiga da família do Henrique estavam aqui pra fazer um almoço tipicamente mineiro. Ave, e eu que pensei que ia emagrecer. Arroz, feijão preto e galinha... assim morro de gula. Aproveitei e tomei uma cervejinha, mas nossa senhora, rezo todos os dias pra Nossa senhora dos alcoólicos anônimos mandar a Skol baixar o preço aqui porque até a Heineken aqui é ruim. Ou as cervejas são doces ou amargas demais. É pra pessoa morrer sóbria. Em compensação, vinho e champagne você compra até com 1 euro. Não sou das mais degustadoras não, mas bebi a noite um champagne de 0,90 cents com a Néia que era muito bom, Juro. A curtição foi contar pro pessoal da casa como foi a noite. Rimos até dizer basta. Estudei um pouco e meu domingo basicamente se resumiu a isso.
Rossetto Rosso Girasole

domingo, 4 de outubro de 2009

Dia 03-10-2009

Tinha tudo pra ser o pior dia. Tinha, mas não foi. Comecei meu dia com a Camila me acordando as 8h perguntando cadê a mãe dela, a Néia. Ave, jura que isso ta acontecendo? Daí respondi que ontem a mãe dela disse que ia na feira. Quando pensei ter resolvido o problema vem ela e me pede o impossível: “Lívia, tem como você pegar o meu ratinho em cima da estante da cozinha?”. Que? Ta de brincadonha que eu vou levar 8h da manhã, num sábado, pra pegar ratinho na estante... piada né. Virei pro lado e voltei a dormir sem cerimônia. Acordei as 13h, levantei, fiz o almoço, tomei banho e parti para o parque. Para chegar no parque tenho que passar pelo Castello Sforzesco. Quando estava entrando vi que havia uma porta aberta e resolvi entrar para ver uns livros que estava a venda. Quando reparei que na verdade eu estava na entrada do museu do castelo, uma senhora se aproximou, me deu um ingresso e disse que a ultima hora do museu era de graça, então eu poderia entrar sem pagar. Nossa, foi a felicidade. Entrei e foi uma sensação inexplicável. Eu na faculdade tive uma professora de artes chamada Socorrinho, e um dia ela disse que chorava quando via quadros famosos e tal, e a turma ria dela. Gente, chorei litros no museu. Noooooossa. Lá estava exposta a obra La Pietá Rondanini, de Michelangelo Buonarroti, La Madonna con Banbino, de Francesco Galli, armas dos guerreiros Romanos, entre outras relíquias e obras. Depois de rodar todo o museu no meu dia mais sensível nas terras italianas saí em direção ao parque. Logo na chegada escutei uns toques de tambor e fui caminhando na direção em que meu sentido auditivo me guiava. Era um toque bem familiar com vozes de fundo. Após a primeira curva, entre árvores e o tapete verde estava a tão conhecida roda de capoeira. Pra que? Foi me aproximar que desagüei, rs. A saudade bateu fundo e a vontade de ter por perto as pessoas que amo foi mais forte. Um rapaz que estava na roda veio falando comigo num italiano bem brasileiro pra bater palmas, mas eu tava cheia de livros de italiano pra estudar la, e eu disse em português: “Não consigo”, e sorri. Ele riu e disse, “é brasileira né, vem jogar aqui na roda comigo”, e eu, envergonhada que sou, rs, recusei o convite. O mais engraçado era que o grupo de capoeira se chamava Sul da Bahia, e em toda a roda só haviam 2 negros, que nem eram tão negros assim. O resto era clarinho, olhos claros e cantavam em português. Todos italianos, jogando capoeira, cantando em português, logo pensei: “cadê os negões do sul da Bahia”, rs. Fiquei mais uma meia hora la parada, lembrando como é linda a cultura brasileira. Sai de la e me sentei debaixo de uma árvore que havia perto. Sabe aquelas cenas de filme de pessoas no parque, estudando na sombra de arvores? Me senti a protagonista, rs. Estudei um pouco e depois de um tempo Alain e o Bruno chegaram por lá. Ficamos um tempo conversando e depois de minutos Marcinha também aparece. Ficamos cerca de meia hora conversando e começou a escurecer e esfriar. Detalhe: aqui escurece muito tarde. Saimos e passamos em uma loja bem grande que há aqui para vermos preço de casaco. Seguimos em direção ao Duomo, e no caminho passamos por uma praça em que tava tendo um show de fogo com jovens evangélicos. Muito legal. Lá também havia um brasileiro assistindo. Quando chegamos no Duomo estava havendo uma exposição de carros antigos. Lindos, mas não me atraem, rs, num vo minti. Esperamos a Marcinha bater fotos dos carros e fomos embora. Peguei o metrô e um homem, aparentemente marroquino não parava de me olhar. Aqui os homens, principalmente marroquinos, indianos e egipcios te olham que chega a dar medo. Eles não olham, viram, e olham de novo. Eles olham e olham e olham, e não adianta vc virar o rosto, fingir que não ta vendo, eles simplesmente não param de te olhar nem um segundo. Literalmente ficam te encarando. Fingi que não estava vendo o sem noção do cara e continuei estudando dentro do metrô. Cheguei na estação e desci. Ele também desceu. Sai do metrô e fui direto para o ônibus. Advinha?! Ele também. Pqp, fiquei calma, respirei fundo e pensei: “Vou gritarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr”, rs, mentira. O ônibus demorou um pouco e partiu. Minha casa são 3 fermatas após a metropolitana, então já com a chave na mão fiquei aguardando alguém fazer o sinal para o meu ponto, e não dei nenhum sinal que ia descer ali. Quando o ônibus parou e a porta abriu, levantei e desci correndo. Atravessei rapidamente a minha rua e entrei no prédio. Ufa! Aqui não há muito problema de assalto, o maior perigo na verdade é estupro. Por isso é necessário ficar bem atenta. Cheguei em casa e me bateu uma depressão pós dia sozinha, rs. Peguei um sorvete, meu chantily e a cada mordida eu fazia um metro de chantily em cima do sorvete. Matei meu sonho de espirrar chantily direto na boca. Eu não sabia se chorava de saudade ou ria de desespero. O Sidney e a Eliane riam de mim, porque cada mordida eu falava:”To depressiva!”... kkkkkkkkk. Entrei no msn e fiquei conversando um pouco com o povo, mas logo cai. Tenho que ligar pro dono da internet pra pedir pra ele aumentar o alcance, ta ruim demais, rs. Internet 3Gato. Voltando... eles sentaram aqui na sala e Henrique chegou da rua. Ficamos conversando e umas 22h30 meu telefone toca. Heim?! Quem será que ta me ligando? Atendi, ”Alô”, do outro lado da linha falava:”iasdushfnsjdlkfnlsidufhsdlfhn, amico Antonio”. Entendi então que era o amigo do meu primo Antonio que estava me ligando pra me chamar pra sair. Cadê a depressão?! Rs, passei o telefone pro Sidney combinar pra mim o horário e fui me arrumar. Por volta da meia noite ele liga falando que não estava conseguindo chegar aqui porque não estava achando, e então o Sidney e o Henrique foram me levar até onde ele estava, até mesmo pra conferir que eu estaria bem. Meus seguranças, rs. Ele estava em um posto de gasolina próximo, e chegando la, alem do amigo do Antonio ainda estavam mais 2 amigos deles, um egipcio e um italiano. Eles conversaram um pouco com o Sidney e com o Henrique e logo saímos. Levei comigo um dicionário, pra se por acaso rolasse aquele silencio mórbido, rs. Mas nem precisou. Consegui desenrolar um pouco meu italiano, e como eles não falavam nem espanhol, ou era italiano ou era italiano. Rimos litros. Chegamos em uma boate chamada Noir, que fica quase em Monza. As boates aqui sã naquele esquema de nome na porta ou então o segurança que escolhe quem entra, ridículo mas logo entramos. Que boate linda, pqp. Assim que entramos o egpcio me pergunta se eu quero guardar minha borceta no guarda volumes, pra que? Ri, ri, ri pra me acabar e ninguem entendia nada. Chorei de rir e nao conseguia parar. Mesmo ja sabendo da existencia da palavra, o menino me pegou de surpresa na pergunta. Expliquei a ele que a palavra era similar a uma outra em portugues e pronto. Entramos. Dançamos muito, conversamos muito, rimos muito. O povo aqui dança alucinado, impressionante. Vocês não sabem o hits do momento... a boate explode na hora que começa a tocar: ”Morro do Dendê é ruim de invadir... parapapapapapa papapapa”, o povo endoida. Acho que daqui uns 7 anos chega aquela musica: “Cada um no seu quadrado, cada um no seu quadrado”, rs. Saímos umas 4 da manhã de lá e eles me trouxeram em casa. Dormi super feliz.
Rossetto Rosso Girasole

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dia 02-10-209

12h. Essa foi a hora que acordei. Até que a Néia tentou me acordar antes mas eu estava com a sensação de que um caminhão tinha passado por cima de mim. Levantei e fui fazer a minha faxina. Lava, lava, lava, esfrega, esfrega, esfrega. Passei a vassoura na casa, passei pano, limpei o banheiro, lavei edredom, lavei roupa minha (lógico que tudo na maquina). Almocei nhoque e terminei de fazer a faxina. Nossa, é muito pó italiano, rs. O menino novo da casa chegou. O nome dele é Henrique e não se parece niente com brasileiro. Branquinho, cabelo claro, alto, magrinho, enfim... acomodei ele no quarto em que eu e a Néia dormimos, no lugar em que a Eliana ficava. Depois fui ao mercado com a Eliane e o Matheus pois ela queria comprar um leite. Quando chegamos me deparei com um absurdo. Como que um chantilly pode custar 0,98 cents? Pqp, 0,98 cents. No Brasil custa uns 10, 12 reais. Não resisti, cai na minha primeira tentação e comprei. Queria também ter comprado o morango, mas tava muito caro, 1,78 euros. Num deu na minha mãe pra gastar quase 5 reais numa caixinha de morango. Então o jeito foi comprar achocolatado pra fazer chocolate quente. Ai vão mais uns quilinhos para a cinturinha. Sono cosi. Comprei mais umas bobeirinhas e fomos enfrentar a fila imensa do mercado. Voltamos para casa e fiz minha janta. Arroz, cenouras em conserva com vagem, purê de batata(pra gastar o saco gigante que comprei há uma semana) e peixe empanado industrializado. Só descrevi o que comi pra verem que aqui não to comendo só sopa em pó ou macarrão. Comi, entrei na internet, estudei um pouco o livro, e ficamos todos da casa conversando aqui na sala-cozinha. Aproveitei pra ligar para os meus avós no Brasil, já que aqui na Itália se comemora hoje o dia deles. Tentei falar com o vô Bras, mas como ele ta internado, a tia Mari atendeu o telefone e disse que a enfermeira estava trocando um curativo, e mais tarde não consegui retornar a ligação, exatamente porque liguei pra vó Taí e meus créditos acabaram exatamente no meio de um papo super entretido, O dia de hoje foi bem calmo. Amanhã vou acordar e me aprontar para ir ao parque. Nossa, lá é lindo. Se tudo der errado compro uma barraca de camping, meia dúzia de linha e vou morar no parque e fazer pulseirinha pra vender. Agora são 2h51 e ainda vou tomar banho pra dormir. Por isso, arrivederci!
Rossetto Rosso Girasole

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dia 01-10-2009

Exausta. Essa é a palavra que me define hoje. No momento são 00h35, e estou morrendo de fome, cansaço, dor nas costas, nos braços, mas o que importa, feliz. Acordei as 13h.... Ráááá... enganei a todos, rs, 13h do Brasil, 8h daqui. Meu celular despertou e resolvi dormir mais 5 minutinhos, quando de repente o sino da igreja começou a soar, pensei: “Isso é um sinal divino, nada de minutinhos”. Me levantei e foi o espanto da casa... rs. To com o filme queimado mesmo... rs. Tomei meu divino banho, me arrumei, fiz meu café da manha e parti puta e bolada para um centro de acolhimento aqui perto de casa que presta serviços a imigrantes. Ao chegar fui muito bem atendida. Um senhor fez meu cadastro e me encaminhou minutos depois para uma mulher. Essa mulher fez uma entrevista comigo, diga-se de passagem em italiano, ou seja, jajá to fera nisso, e paguei o valor de 2 euros pelo curso. Começo na segunda, dia 5. O Sidney já disse que não é pra criar muita expectativa com o curso porque ele é bem básico, mas de qualquer jeito, como estou estudando em casa, levo dúvidas para tirar no curso, assim já me vale alguma coisa. Amanhã vou tentar ir a outro aqui perto de casa também, que parece ser melhor, e tento me matricular lá também... afinal, não to fazendo mais nada mesmo. E por falar em não fazer nada, foi designado que meu dia de faxina da casa é segunda e sexta... lereee lereee, lererererereeeeeee. Ou seja, como já passou da meia noite, hoje é dia de Maria(nossa, que machista... rs, de João também). Voltando... Sai do centro e voltei para casa, almocei arroz, tomate e um omelete que fiz com a carne moída do nhoque, porque pra variar, errei a mão e fiz pra 5 cabeças. Ficou uma delicia! Terminei de comer e fui mudar a arrumação dos móveis do quarto com a Néia, porque amanhã o sobrinho de 18 anos de uma amiga dela chega pra passar uma temporada com a gente. Arrumação feita, me troquei e fui a Sondrio, na casa do Alain e da Marcinha pegar parte das minhas coisas. A saga... sai de casa e... Calote, o último dos moicanos. Cheguei na metropolitana e fiz o abonamento da minha tessera, ou seja, coloquei o valor mensal para andar a la vontê pelos transportes da cidade, sem mais calotes. Da estação que eu tava, chamada Sesto Primo Maggio, linha vermelha, fui até a estação do Duomo, onde tinha que pegar a linha amarela, indo para Maciachine. Pra variar me perdi, e advinha, consegui me virar sozinha de novo. Pedi informação para um senhor, que me explicou e o melhor, entendi tudo. No final eu disse um agradecimento novo que a Elaine me ensinou: ”Grazie mille”. Me achei, fiz a baldeação, peguei o metrô e desci na estação de Sondrio. Caminhei umas 3 a 4 quadras até chegar no apt deles. Chegando lá me deparei com aquele probleminha que havia relatado, a mala preta estava com cadeado e não sabia onde estava a chave. Procurei bagarai e não achei. Entao resolvemos arrombar, mas me deu tanta pena porque a mala era novinha, então entrou em cena o nosso vilão dos bancos imobiliários, Alain. Nascido e criado no Carandiru, Alain, com ajuda da Marcinha conseguiu abrir meu cadeado usando apenas dois grampos de cabelo em tempo record. Foi a minha sorte. Fiquei tão empolgada em rever minhas coisas que resolvi levar para casa as duas malas, a azul e a preta, com uns 30 quilos no total. Ele me ajudou com as malas até o ponto de ônibus, onde nos despedimos e ele me ensinou um caminho novo para chegar até minha casa. Desci no ponto que havia me dito para pegar outro ônibus, o 700. Passei com as malas por cima do pé de uma porrada de gente, nunca disse tanto “scusi”. Procurei o ponto mas fiquei insegura, tentei ligar para ele mas não me atendeu, então, fui eu, megapower independente perguntar a um velhinho onde eu pegava o ônibus, e o velhinho me perguntou Dov´è eu ia. Respondi que ia pra Sesto San Giovanni, e ele me disse que era pra pegar o metrô. Ele até me elogiou, disse que eu tava bem informada, porque tudo que ele me dizia eu completava, rs. Pronto. Perdida, duas malas ultrafodasticamente pesadas, cansada e p... da vida fui descer a mega escadaria do metrô. Nossa, que saudade do meu Brasil nessas horas. Nenhuma alma pra ajudar, nenhuma. Fiquei impressionada. Não é que o povo aqui seja mal educado, acho que falta neles quem os eduque, com relação a relacionamento interpessoal. Eles ainda me olhavam do tipo... “Sai da frente cacete, atrapalhando minha descida”, quase que mando um belíssimo “Va fan Culo”. Cheguei na estação, entrei com as bagagens, desci as escadarias absurdas do metrô até o embarque. Mas quando cheguei percebi um possível erro. Não seria naquela plataforma que eu embarcaria.... pqp. Tive que subir tudo de novo. Malas nas mão, pés e dedos roxos de tanto cair as malas neles, pescoço doendo litros... aff, só acontece comigo. Mas calma que a parte mais triste ainda não chegou, não se anime não. Depois de subir, achei a plataforma certa, desci carregando as malas e pronto, já estava chegando o metrô. Cheguei na minha estação, desci, subi de escada rolante, mas na hora de sair que foi o problema. A metropolitana que desço é ligada a estação de tram (tipo trem, rs). Na hora que fui sair, o funcionário do metrô, filho de uma mamma saliente, não queria me deixar passar pela passagem de deficiente. Será que ele não entendia que não tinha como esse corpo moreno, cheiroso e gostoso passar com duas malas gigantes e pesadas pela brechinha destinada aos passageiros. Enfim, consegui fazer a mula italiana entender que era humanamente impossível dar uma de railander e passar pela uscita normal e abrir a passagem pra mim, mas consegui, porque Sono Cosí, rs. Ele apontou para a mala e disse algo sobre o corredor que liga o metrô ao tram, e pensei que ele estava dizendo que la tinha escada rolante, ou algo assim para subir com as malas. Chegando lá, o desespero. Olho pra cima e só vejo uma .uta escada na minha frente. Quase comecei a chorar, mas calma que a parte realmente triste ainda não chegou... rs. Olho para os lados e nada para aparecer a merda de um italiano educado pra se oferecer a ajudar. Cacete, cadê a generosidade desse povo? Eu me perguntava quando se aproxima de mim um jovem rapaz, estatura mediana, cabelos alourados, olhos claros e um belo sorriso se oferecendo para ajudar. Deus é bom demais, rs. Logico, aceitei prontamente. Ele subiu com uma e eu com outra. Ele com a mais leve e eu com a mais pesada, mas tudo bem. La em cima agradeci com meu mais novo vocabulário: “Grazie Mille”. Fui andando, arrastando, tropeçando, rolando, até a parte dos ônibus, que é ao lado. É como se fosse um ponto final. Lá, haviam 2 possiveis, o 729 e o 222. Como o 729 aparentava demorar, escolhi o 222 porque lembrei que ele passava em frente a meu prédio e eu o pegava para ir para a metropolitana. Pra que?! PQP, ele entrou em uma rua que desviava do caminho que eu tinha que ir. Prenotei a porra da fermata( vulgo puxei a cordinha, apertei o botão de pare) e ele parou no ponto pra mim. Nessa altura, tinha uma mulher no ônibus olhando pra mim com uma cara de caridade que até eu me dava uma esmola. Desci meda revoltada, me xingando de tudo quanto é nome, atravessei a rua quase me batendo, e, pra variar, quando chegava no ponto de ônibus correto, o meu ônibus ia saindo. Beleza, era só o que eu precisava. Esperei a porcaria do outro 729. Chegou rápido, pelo menos isso. Entrei, enfrentei mais olhares de caridade, dó, mas não compaixão e segui em frente na luta. O certo seria descer um ponto antes do que tem ao lado do meu prédio, que é até onde meu abonamento da tessera da direito, mas resolvi seguir até o ponto que eu queria descer pensando: Se algum fdp de fiscal me parar, pode até me multar, mas que ele apanha muito antes, aaaaa, isso ele apanha. Graças a Deus não precisei ser agressiva a esse ponto. Cheguei no prédio, subi e fui comer algo, já eram 18:30 e minha ultima refeição havia sido há 6 horas. Comi e fui começar a organizar meu armário novo, já que a Eliana foi hoje terminar de levar a mudança dela. Consegui terminar de arrumar tudo quase agora, 1h da matina. Vim pra cozinha, fiz um kinojão, sentei exausta na cadeira e to aqui, morta viva desabafando meu dia literalmente pesado. Preciso muito ir dormir, são 2h16 e amanhã é dia de Maria. Fiquem com Deus e buona sera pra quem é de sera e buona notte pra quem é de notte.
Rossetto Rosso Girasole

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dia 30-09-2009

Programei meu celular para me acordar as 8h, e ele despertou pontualmente as 8h. O detalhe foi que esqueci de ajustar o horário do celular, ou seja, 8h do Brasil, 13h daqui. Perdi a hora q não fui ver o curso, mas amanha sem falta estarei lá. Levantei, tomei meu banho e almocei, advinha o que... rsrsrssss.... macarrão com batata frita, mas desta vez intuxei o Sidney de macarrão também pra v se acabava mas não acabou. Como ficou um pouco ainda na panela, quando a Néia chegou ela terminou de comer... Aleluia, não aguentava mais ver a cara daquele macarrão. Estudei um pouco de italiano e no fim da tarde fui ao Esselunga, o tal mercado que sempre vou. No caminho fizemos outro roteiro e passamos enfrente, sem querer, de uma agencia de emprego. Entramos e fiz meu cadastro. Nossa, vou voltar la todos os dias. O atendente se chamava Francesco, rsrsrsrsss. Noooooooooossa, acho que quero ficar desempregada pro resto da vida. Kkkkkkkk, já ri horrores com a Néinha disso. Enfim... No mercado fiz um montão de compra, só de coisa gostosa. É tanta promoção no mercado que a pessoa fica doida. Comprei um pacote de sorvete com 8 unidades, tipo skibom, mas é melhor que Skibom, por 2 euros, comprei 6 garras de água por 1 euro todas. O melhor do dia, no mercado, enquanto eu fazia as compras, a Néia me esperava la fora com a Camila, que andava de patins, por isso tive que me virar sozinha. Consegui perguntar pro mocinho do mercado, sozinha, quanto custava a água. Já to quase independente. Rsrsrsss... Voltamos pra casa e fiz um nhoque para comer. Durante o dia todo, eu e Néia falamos muita besteira. Eu, como sempre, não segurei a minha língua grande e comentei com o Sidney que sempre que eu ando de metrô, toda estação que para eu fico procurando a saída, porque eu acho a palavra “saída”, em italiano, linda... Uscita (se lê uxita, em português)... rsrssss... rimos horrores das besteiradas que falamos. Tomamos champagne de 0,90 cents... Sim, uma garrafa de champagne por 0,90 cents... e acredite, é muito bom, dá de 1000 a 0 na sidra Cereser. Falei pelo telefone pela primeira vez com a Erica, a jornalista brasileira que conheci pela internet que também mora aqui. Combinamos de nos encontrar no domingo. Amanhã os créditos da minha tessera de transporte começam a valer, e vou poder ir ao centro de Milano. To me programando para pegar parte das minhas coisas na casa do Alain amanha, já que ele e a Marcinha estarão em casa. Acredito que por hoje é só. Aaaaaa, Titi, chorei litros quando li da arte da Lara, de auto maquiagem com caneta piloto. Deixa ela se expressar livremente, isso também é arte. Fiquem todos com Dio. Um Bacio e arrivederci.
Rossetto Rosso Girasole

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dia 29-09-2009

“Lívia minha filha, vão acordar”, me chama a Néia as 8h15 da manhã, levantei a cabeça, disse que já estava indo e pensei: “Só mais cinque minuti”, rs. Já viu, NE!? Meio dia acordo com a cara amarrotada e com vergonha, pois não fui com a Néia no mercado. Ela estava na nossa cozinha-sala e pedi desculpa. Fiz meu almoço mas como sempre, errei a mão no macarrão e fiz a metade do pacote, agora vou ter que comer macarrão por uma semana, sem pular nenhuma refeição. Comi, comi, comi e ainda sobrou um potão de macarrão pra colocar na geladeira. Depois do almoço, Alain me ligou e combinamos de nos encontrarmos na estação que fica ao lado da metropolitana. Me arrumei e .... calote. Desci um ponto antes, para concretizar a estratégia anti fiscalização e fui andando até a estação. Chegando lá esperei o Alain, que demorou porque tava um engarrafamento monstro. Assim que ele chegou entramos em um ônibus e fomos até a Biblioteca de Cinisello. Isso sim é uma biblioteca. Fiz minha tessera da biblioteca e aluguei dois livros em quadrinho da Mafalda, em italiano, e quatro filmes. Dois dos filmes são brasileiros: Central do Brasil e Cidade de Deus. Aluguei eles porque assim consigo escutar a tradução e assimilar as situações. Aluguei um de Alodovar chamado Tudo sobre minha mãe, que pra variar eu também já vi, mas aluguei pois adooooro os filmes de Pedrito, e como já vi o filme, sei a historia e compreenderei as falas. Aluguei um de Bollywood, chamado O amor não sai d férias, que o Alain disse ser MT bom. De lá voltamos e catei na rua aquelas folhas, que só vemos no outono novaiorquino pelos filmes de bollywood, para mandar por carta pra minha mãe. Na volta descemos próximo a minha casa e o Alain me mostrou um jeito mais fácil de ir ao mercado que eu compro as coisas aqui pra casa, já que ele já morou aqui em Sesto. Eu até ia fazer umas comprinhas, mas antes queria fazer a tessera do mercado, pois ganha desconto, mas como esqueci o numero do meu codici fiscale em casa não pude fazer. Voltamos então para o ponto de ônibus. O meu chegou rapidinho, nos despedimos e voltei para casa. Minutos depois entrei no msn e em seguida ele também entra, muito puto e bolado porque foi pego perto da casa dele pelos maleditos dos fiscais. Ou seja, multa! Como a internet caia muito resolver cortar umas batatas para janta. Advinha qual foi o prato?! Rsrsrsss, a porcaria do macarrão. O que mais me desanimou foi ver que mesmo comendo um prato fundo muito cheio de macarrão, Io vado mangiare pasta per molto tempo. Arrumei minha baguncinha na cozinha, entrei no msn novamente, comecei a escrever o capitulo de hoje e agora. Consegui falar com meu primo Antonio, que mora aqui na Itália, em uma cidade chamada Terni. Combinamos de nos ver mês que vem, pois esse final de semana ele vai encontrar o pai dele em Paris. Queria contar um detalhe que esqueci de mencionar no post de ontem. Gente, não se iluda com italiano que vai pro Brasil só porque ele é bonitinho. TODOS OS ITALIANOS SÃO LINDOS, TODOS SEM EXCESSAO. Os que não são é porque tem mistura de outro país. Eu tava passeando pelo parque que contei ontem, e até o único mendigo que vi lá tinha olhos azuis, serve esse tia Rejane?! Rsrsrssss... era bonitinho... kkkkkk. Não to saindo para o centro de Milano porque estou esperando começar o mês que vem pra minha tessera de transporte começar a ser valida, porque ai ando a vontade, sem me preocupar com fiscais e em pagar passagens e passagens. Pago o valor mensal de 45 euros e basta! Assim economizo um pouco, por isso não tenho mais novidades sobre o centro da cidade ou pontos turísticos, mas espero ir no mês que vem na exposição de Monet e sobre os DarwimDeixando as bobeiras de lado, e como ainda são 23h34, vou começar a estudar um pouco italiano pelo livro que a Eliana me deu ontem.

Rossetto Rosso Girasole

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dia 28-09-2009

Dormi tensa. Havia combinado com a Marcinha de encontrá-la as 10h30 no Duomo e eu não tinha nenhum despertador para me acordar. 6h30 acordo com a Eliana mexendo no armário, perguntei as horas e voltei a dormir. Tempos mais tarde, acordo com Néia me chamando. Não sei se eu cheguei a pedi-la para me acordar ou se avisaram a ela que eu sairia cedo. Levantei, tomei meu bom e velho banho matutino(ou bagno de la mattina). Fui a cozinha, fiz meu collazione ( club social com uma xícara de leite quente) e terminei de me arruma. Esta manhã aparentava mais fria que as anteriores. Sai de casa por volta das 9h45. Calote, rs, mas desta vez Sidney me alertou que como hoje era segunda-feira (lunedí), pode ser que a fiscalização fosse mais intensa, então fui em um Caffé que há na esquina do meu apt e comprei um biglietto per andare em Sesto. Ai comecei minha técnica brasiliana assim que entrei no ônibus... guardei bem guardado o bilhete na minha borsa( e não borceta, como diz minha mamma), entrei no ônibus e fiquei ao lado da máquina mexendo na bolsa, caso algum fiscal entrasse no ônibus eu fingiria estar procurando o ticket. Ao chegar no último ponto antes da metropolitana, onde eu realmente deveria descer, fiz sinal e desci, pois lá na metropolitana poderia ter fiscal. Caminhei poucos metros e entrei no metrô. Ufa... economizei um bilhete de 1,20 euros. Como ontem não usei o bilhete que havia comprado, pois não passou no metrô do Duomo, aproveitei pra usá-lo desta vez, mas quando cheguei pra colocar o ticket e entrar, o metrô não estava livre para entrar. Todas as pessoas estavam sendo barradas. Ninguém sabia ao certo o que se passava. Entendi por alto que a linha do metrô que eu pegaria estava fechada por tempo indeterminado mas que voltaria as atividades rápido. O funcionário tentou me explicar que era então, caso eu quisesse, para pegar um ônibus ate Loretto, e de lá pegar outra linha do metrô até o Duomo. Preferi aguardar com receio de me perder, já que ele disse que não demoraria. Pra que!? Fiquei lá aguardando por quase uma hora que o metrô voltasse a funcionar. Enquanto isso presenciei o primeiro barraco dignamente italiano. Uma mulher em busca de informação sobre o que estava acontecendo começou a falar com o funcionário, que passou direto e deixou ela falando sozinha. Revoltadíssima, a mulher começou a berrar falando com ele: “Eu to falando com vocÊÊÊÊÊÊ, me respondaaaaaaaa”, do outro lado o funcionário do metrô começou a gritar com ela que era pra ela ficar calada e esperar ali, e o resto eu não entendi... rs. Após cerca de 50 minutos de espera a linha foi liberada. Cheguei no Duomo morta de vergonha, pois estava uma hora atrasada. Saí de casa 20 minutos antes do horário necessário só pra ter certeza que não me atrasaria, mas não adiantou. Encontrei a Marcinha, que tava preocupada e meio p..., e com razão. Expliquei a ela o que havia acontecido e ela me explicou que provavelmente foi uma tentativa de suicídio na estação de Precotto. Disse também que tentativas de suicídio nas estações de metrô de Milão são muito comuns. Gente doida, ne?! Eles não conhecem chumbinho não?! Enfim... Voltamos para o metrô e seguimos até uma estação próxima, onde descemos, passamos pelo consulado americano, que por sinal tem um esquema de segurança de guerra, e chegamos no local onde eu faria meu codici fiscale(uma espécie de CPF italiano). Lá, nos informaram que não era mais possível fazer naquela manhã o codici pois o horário já havia encerrado. Marcinha, como uma boa baiana, percebeu que um senhor atendeu um casal que estava esperando e fez na baixa o codici para eles, e foi perguntar se poderia fazer o meu, já que eu não falava italiano e ela não poderia voltar a tarde comigo para fazer. Com o jeitinho brasileiro conseguimos resolver e agora já tenho meu codici. Com ele voltamos para estação do Duomo, onde fomos na ATM, serviço de transporte público, localizado dentro da própria estação para fazer minha tessera(um cartão) para andar livremente pelos ônibus, trens e metrôs, pagando uma taxa mensal e sem risco de ser pega pelos malditos fiscais. Encontramos lá com Alain. Como não sou estudante e moro longe, minha tessera é mais cara. O outro problema é que moro um ponto de ônibus a mais do que o limite de uma tessera mais barata, então ao invés de pagar 45 euros mensais, eu, por causa de uma fermata(ponto), teria que pagar 65 euros. Que furto, mais fácil descer um ponto antes da minha casa e ir andando... (é claro que não vou fazer isso... rs, vou dar o.... calote de um ponto) rs. Então, fiz só o cartãozinho, que me custou 10 euros, e vou carregá-lo na banca com o valor de 45 euros, já que o funcionário não deixou eu carregar por causa do meu domicilio. De lá, com meu codici fiscale na mão, fomos na Wind, empresa de telefonia daqui comprar meu chip. Aeee, sou uma ligadora agora! Saímos da loja e fomos até o Mc donalds almoçar. No caminho paramos para beber água da fonte que há ao lado do Duomo, demorei a aprender a técnica. Ao invés de vc colocar a mão embaixo para beber a água que jorra, você deve colocar o dedo no buraco em que sai a água, como se fosse tampar, porque na parte de cima há um buraquinho, ou seja, tampando embaixo, sai em cima como se fosse um bebedouro normal. Chegamos no Mc e comi um x-burguer, uma batata pequena e um Milk shake... total: 3 euros. De lá me despedi de Marcinha e fui com o Alain para a Unimi(Universidad degli studi de Milano), pois ele teria aula de sociologia política-economica. Nossa, a sala é um auditório muito bem estruturado, com 22 fileiras de bancadas, sendo cada bancada com capacidade de 13 lugares. Ou seja, haviam cerca de 270 alunos na “sala”. Mesmo com essa quantidade de aluno, o que me chamou bastante atenção foi que de todos, havia somente uma aluna negra. Alain me disse que além dessa menina, ainda há mais uma que não foi na aula, mas que mesmo assim, 2 negros em uma sala com 268 brancos é uma discrepância muito grande. Com sono e entendendo pouquíssimo do que o professor falava, resolvi descer para o pátio e aguardar o termino da aula la. Cheguei e me sentei no chão. Durante todo o tempo, só consegui avistar a presença de uma negra em um pátio repleto de estudantes. Outro fator que me chocou, foi a quantidade de jovens fumantes. Acredito, que sem exagero, cerca de 80% dos jovens aqui fumam. É muito cigarro. E não pensei que é cigarro fraco não, só Malborão, Camel. Depois de 40 minutos termina a aula do Alain e fomos caminhando em direção ao Duomo, onde bebemos novamente da água, passamos em algumas lojas de roupas e seguimos para o Castello Sforzesco. Nossa, nossa, nossa, pense em um castelo bonito, estilo medieval, tipo aquele que parece no Sherck, então, é muito mais bonito. Ulta quil Aril, é inacreditável. Ao passar pela entrada do castelo você avista um dos parques mais belos já vi. Acho na verdade que esse é o mais belo. Na verdade não me lembro de ter visto outro, kkkkkk. Mas acredite, é coisa de louco. O nome do lugar é Parco Sempione. Assim que começamos a caminhar, comecei a sentir um cheiro doce do verde, ar gelado e puro e aquela sensação de paz raramente encontrada em grandes cidades. Imagens que acreditava não existir mais. Jovens lendo livros embaixo de árvores, casais conversando sentados em bancos, amigos em roda na grama, meninos jogando futebol livremente, cachorros passeando com seus donos como se fosse uma manhã domingo numa segunda-feira. Caminhamos um pouco e resolvemos deitar na grama gelada e úmida. Ficamos lá sem sentir o tempo passar. O sol batia e aquecia aquela tarde de vinte e pouquinhos graus. Conversamos, rimos, passamos batom... kkkk, to brincando, o Alain é muito macho e não me deixaria fazer isso, kkkkk. Quando piscamos os olhos, 2h já haviam se passado desde que chegamos. Nos levantamos e fomos na direção do metrô. Pegamos o mesmo vagão mas na estação seguinte segui até em casa. Cheguei e encontrei Néia na cozinha com a Camila. Contei as novidades para ela e fiz meu jantar. A partir daí não houveram muitas novidades. Arrumei algumas coisas no armário, passei dois vestidos e uma blusa para guardá-las passadinhas(só escrevi isso pra minha mãe se orgulhar de mim). Ganhei um livro da Eliana, para que eu aprenda mais rápido o italiano. Agora são 2h30 da manhã e mais uma vez o fuso me deixa doida. Amanhã o dia será longo, vou à procura de um curso de italiano aqui perto de casa, vou ao mercado comprar algumas coisinhas que estão faltando e novas surpresas acontecerão. Então, buona notte a tutti e arrivederci!
Rossetto Rosso Girasole

domingo, 27 de setembro de 2009

Dia 27-09-2009

Esse fuso vai me dar trabalho. Fui dormir as 6 da manha e acordei as 15h. Levantei, lavei o rosto, escovei meu dente e fui para a cozinha. Lá estava o casal que mora aqui com o André, o menino que conseguiu este quarto pra mim, a Claudia, sua namorada, e sua filhinha Giovana, de apenas 2 meses. Conversamos, fiz meu almoço e logo em seguida eles foram embora. Após alguns minutos a Marcinha me telefona e combinamos de nos encontrar no Duomo. Me aprontei e fui. Combinamos de ir na inauguração de uma loja de roupa, e como já estava um pouco atrasada, sai correndo de casa para chegar a tempo no local marcado, mas quando cheguei na porta do prédio percebi que estava muito confortável. Lógico, estava calçando minha havaiana xexelenta, achando que estava de sapato. Subi correndo, morrendo de vergonha entrei em casa e o Sidney me perguntou porque voltei. Rimos horrores do momento esclerose. Enfim... abstrai essa vergonha e parti correndo em direção ao meu rotineiro calote. Cheguei na metropolitana(estação de metrô) e comprei o bilhete correto, que no caso custa 0,55 cents a mais, pois comprando o outro já sabe, fiscal pegou, multa levou. Cheguei no Duomo e encontrei a Marcinha no nosso ponto de encontro, sempre atrás do cavalo que tem na praça. Lá também estava o Alain, que finalmente conheci. Ví casais de noivos chegando no Duomo para tirar foto. Isso é normal aqui, as pessoas se casam e vão para a praça tirar as fotos. O engraçado é que ontem eu vi essa mesma cena mas um pouco mais bizarra. Um casal de japinhas e um casal de quase albinos estavam la tirando fotos juntos e o fotografo ficava jogando milho neles para os pombos posarem neles. Ri muito, mas internamente. Pqp, milho? Ok, tenho que admitir, a cena tava bizarra e nojenta, mas até os fdp dos pombos daqui são bonitos. Voltando... Fomos pegar espécie de um bonde elétrico que tem aqui para ir até a tal loja. Calote. Nos perdemos um pouco, e no caminho passamos por uma praça que fica a Basilica de San Lorenzo. Nelas várias pessoas ficam sentadas ao redor bebendo, conversando, tocando música. Quando voltamos para onde descemos do bonde vimos que estávamos entre a praça da basílica e a tal loja que íamos. Chegando lá encontramos a Cris e a Giu (uma italiana que já morou no Brasil e trabalha como cantora). Ficamos lá conversando e depois de umas 3 horas fomos pra uma creperia. Um absurdo. Pois é, um absurdo os crepes de nutella. Valor: 3,50 euros. Não comi pois cheguei a conclusão de que só vou começar a comer essas delicias depois que começar a trabalhar, porque como não trabalho não faço nenhum tipo de exercício, ou seja, obesidade na certa. Para me acompanhar, a Cris também ficou só de olho. Dei aquela boa e velha provadinha, nooooosssa, um absurdo, mas chega. Voltamos para o Duomo, onde pegaríamos o metrô, e lá levei um choque quando reparei um telão ao lado da igreja. Ainda não tinha reparado como era discrepante a modernidade das telas digitais, painéis luminosos com a beleza secular. Enfim... Nos dirigimos a galeria Vittorio Emanuelle, galeria tão falada pela minha mainha alagoana, tia Cris. Nooooossa, garbo e elegância. Até o Mc Donalds é chique. Loja da Mercedes, Prada, o berço do capital. Mas o que mais me atraiu mesmo foi o teto em formato de cúpula, que te desperta o desejo de deitar naquele chão bordado de desenhos, como o dos irmão Romulo e Remo mamando nas tetas da loba, e ficar lá, só você e a beleza daquele lugar. Só não deitei porque iam ver na hora que eu era brasileira e neta de Valdinha, rs. Aproveitei para rodar três vezes meu é direito, em sentido anti-horário no buraquinho que há no pintinho do touro. Diz a lenda que fazer isso dá sorte ou aumenta a fertilidade, algo assim, não sabemos ao certo, mas vamos rezar para ser sorte! Rssrsss... De lá, fomos para o metrô, comprei meu bilhete certo e fui passar na catraca toda pomposa, me achando a politicamente correta, adivinha!?! A pocaria da catraca recusou meu bilhete. Azar o dela, passei pela passagem ao lado e não insisti. Me despedi do povo e logo meu metrô passou. Ao entrar no vagão do de cara com quem?! Com o André, o único que eu conhecia na cidade e não estava comigo durante o passeio... rs, fomos conversando até a estação dele e logo depois chegou a minha. Saí da estação e fui pegar o ônibus. Calote, mas não por minha culpa, eu tentei colocar o bilhete. Cheguei em casa e nela estava a Néia, com a filha Camila, Eliana, com o filho que esqueci o nome, e o Sidney. A esposa do Sidney, que contei dela ontem, se chama ElianE, e eu a chamando de Eliana, Elaine, rs, abstrai. Conversei com Néia sobre a casa e nos demos super bem. Acredito estar morando com pessoas muito boas. Fiz uma jantinha básica, entrei no computador e tive a surpresa de ver recados de varias pessoas dizendo que leram os primeiros textos do blog e estão gostando muito. Fique muito feliz. Quando abri o email vi uma mensagem da minha grande amiga Juca Pirama. Recado para ela: Juca, adorei saber que esta gostando das minhas aventuras, mas não deixe a comida queimar por minha causa... rs. Voltando... Depois que terminei de ler, me bateu uma saudade monstra de todos, família, amigos, afilhada, enfim, todos. Algumas lágrimas caíram, o que não é muito raro, mas saibam que são lagrimas de felicidade e saudade apenas. Comecei a escrever esse capitulo e vi online minha amiga espanhola Almudena. Estou combinando com ela e mês que vem vocês devem acompanhar aventuras em novas terras. No mais é isso. Agora são 1h35 e preciso me forçar a dormir. Fique todos com Deus e uma Buona Notte. Bacio!
Rossetto Rosso Girasole

sábado, 26 de setembro de 2009

Dia 26-09-2009

11 horas da manhã, como combinado, o André, um brasileiro que mora aqui ligou para o celular da Cris para combinarmos onde nos encontraríamos, pois ele me levaria na casa onde tinha uma vaga para morar. Duomo foi o local. Sai da casa das meninas com meu mochilao, uma mochila, uma mala de mão, uma bolsa e a pasta do computador, imaginem como eu tava. Detalhe, ao sair da casa delas deixei as duas malas grandes la, sendo uma das malas trancada com o cadeado que provavelmente deixei as chaves dentro. A malinha de mão que trouxe também estava trancada, mas consegui abri-la(observa-se que possuo um cadeado super seguro, rs). Esse é um problema para os próximos capítulos. Voltando... sai do prédio e resolvi aplicar.... meu terceiro calote, rs. De busão fui até um ponto, quando me toquei que tava perdida. Perguntei em espanholano pra uma mulher que parecia latina se o ponto do Duomo tava chegando e ela começou a falar em inglês comigo. Só que o inglês dela consegue se pior que o meu, bem pior. Pohha, se em italiano já não entendo direito, imagine em inglês. Daí consegui entender que era pra descer no próximo ponto com ela. Ao descer ela apontava para o lado e falava: “fsjlfnsdufhiudfh Duomo station”. Ótimo, entendi algo, vou entrar no metrô e desço no Duomo. Falei para ela: “Grazie”, e ela disse: “Parla Italiano?”, daí pensei, pqp será que ela ta me achando com cara de americana ou inglesa, porque to começando a pensar que ela ta me saindo uma bela portuguesa. Só faltava ela falar: “Fala português?”. Enfim, parti puta e bolada pra estação e consegui chegar no Duomo. Encontrei o André e seguimos para a casa. Fica localizada em Sesto San Giovanni, cerca de 35 minutos do centro de Milano. Saimos do metrô e fomos pegar um ônibus pois estávamos com muito peso. Quarto calote, rs. Na verdade esse foi o quinto, pois o bilhete que comprei no metrô não me dava direito a ir até a estação que fui, que era a última, mas vão contar com a boa vontade dos brasileiros, dá nisso. Se os fiscais te pegam sem o bilhete, é multa na certa, 50 euros. Enfim... chegamos! 11° andar, apt 44, essa é a minha nova residência que fica em uma rua que esqueci de perguntar para o povo daqui como se chama. Chego na casa e nela está um casal, Sidney e Eliana, e o neném deles, Matheus. Fui muito bem recebida. Super simpáticos, me convidaram pra almoçar e depois o Sidney me levou até o mercado para que eu pudesse comprar minhas coisinhas. Sexto calote. Chegando la fomos pegar o carrinho. Ah inferno, como se usa isso? Ele me explicou que vc coloca a moeda de um euro, e a corrente solta, depois, quando terminar de fazer as compras, você encaixa novamente o carrinho na corrente que ele cospe a moeda pra você. Caraca, como não pensei nisso antes? Fizemos as compras e na hora de pagar não conseguimos passar as minhas compras no cartão dele de desconto porque a véa do caixa viu que íamos fazer a mutreta. Tudo bem, terei outra oportunidade. Voltamos para casa, naquele bom e velho esquema, rs, e guardei as coisas. Tomei um bãinzim, comecei a escrever sobre minha chegada em Milão, conversei com a Elaine sobre a vida aqui, até mesmo para nos conhecermos melhor, fiz minha janta e estou aqui, lutando para entrar nessa internet que não para de cair, até porque to pegando de alguém da vizinhança, seria então o oitavo calote? Rs. Agora é 1 da manhã e francamente não estou com o menor sono, muito cansada, mas sem sono. No Brasil agora são 20h. O friozinho ta começando aqui mas ainda esta um clima bem agradável. De dia uma tentativa de calor e a noite uma tentativa de frio. Fico por aqui, espero voltar com mais novidades... Arrivederci!
Rossetto Rosso Girasole

Dia 25-09-2009

Io sono italiana; Io sono brasiliana; Io vado a Milano; Una birra piccola; Pulman per centrale, per favore. Com esse vasto vocabulário cheguei aqui... Milano! Hoje completo 24 horas nas terras italianas e pronta pra começar a contar a minha saga culturale. Pouco dinheiro na mão, mochila nas costas, armada com um passaporte azul, um vermelho e um guia de conversação resolvo partir para Itália em busca de novas experiências, vivencias e historias pra contar. Dia 24 de setembro, 8:30 da manhã chego para embarcar através do aeroporto do Recife. Entre o corre-corre e muita expectativa chega para me conhecer e dar um “a doppo” o pai de Antônio, meu primo que conheci há cerca de 4 anos atrás, e que já esta há 2 aqui na Itália. Apesar de muitas fotos, gargalhadas e surpresas é preciso partir. Decoles, grande amigo, me pega no colo e me leva com muito custo até o portão de embarque. Não sabíamos se riamos da tão bizarra cena ou se chorávamos por nos aproximarmos daquele divisor de tempos. Chegamos! Como não podia faltar, lágrimas, muitas delas e em meio aos abraços ouço: Senhora Lívia Andrade, se apresentar ao portão de embarque da Tam! Cooooorre, perdi a noção do tempo. Exugo as gotas, passagem na mão e pé na estrada(ou na rota). Yeah, só faltava eu pra embarcar “scusi”. Entro e sento na minha devida poltrona. Agora aperte os cintos porque a viagem realmente vai começar. Foi uma viagem longa e regada a choro e risos resultantes da carta de Francimária, rs, dores no ombro por causa do belo estabaco que levei na casa da vó da Dri, e muito Caio Fernando Abreu. As 14 horas, como combinado estava desembarcando no aerporto do Galeão, no RJ, minha primeira conexão, e avisto de longe a magrela mais gostosa da minha vida. De faixinha lilás no cabelo, com o telefone na mão(só pra variar) e a minha chupa dedão a tira colo encontro Titi, minha grande irmã de coração e comadre. Aiiiiii que saudade da porra! Pra variar e não perder o costume, a Bruna chega atrasada, 2 minutos, mas atrasada. Bruna, minha grande amiga do Rio, eu, Titilis e Laricota da dinda subimos para que eu pudesse comer algo e tomar aquela boa e velha cervejinha, mas assumo, não agüentei. A noite anterior havia deixado resquícios etílicos. Conversamos, rimos, imaginamos como seria a minha vida italiana. Mais uma vez, chegou aquela maledita hora, a partida. Dessa vez no portão de embarque da AirFrance(ai que medo, rs) mais choros, mais juras de amor e muitos olhares na tentativa de guardar a última imagem. Os pedidos de desistência da viagem foram fortes, a tentação também, mas não tinha jeito, minha mãe me mataria... rs... Último adeus, último ciao. Estou estou na fila da PF quando me chamam para verificar meu passaporte. Tudo ok, pergunto, tudo sim, responde, mas corra porque seu vôo já ta saindo! Pqp, pensei, eu mato a Bruna se eu perder esse cocô. Cheia de bagagem de mão consigo enfrentar a última fila formada para entrar no avião. Impedidos de prosseguir, a polícia para todos e nos manda colocar a bagagem toda no meio do corredor e que encostássemos na parede até que os cães guarda passassem para verificar se alguém transportava entorpecentes. Haviam muitos PF´s, por isso imaginei que fosse treinamento de novos policiais ingressando na corporação, só que mais tarde ouvi rumores de que havia uma denúncia de que alguém transportava droguinhas na bagagem. O francês que estava atrás de mim só sabia falar com cara de quem chupou limão, por isso deduzi que ele xingava, e xingava muito, só não posso afirmar porque não entendo uma palavra em francês, só J´emevo, rs. Entramos e mais uma hora se passou até que o avião realmente levantasse vôo. Ao meu lado estava sentado um menino chamado Gustavo. Estava indo passar só 4 dias na Itália a passeio, e foi graças a ele que consegui me virar dentro do avião. Não ria não porque acredite, a dificuldade já começa ali. Primeiro que o português dos comissários é péssimo, segundo que a telinha da TV em frente deveria vir com manual de instrução, terceiro que era ele que garantia meu lanchinho quando as aeromoças passavam e eu estava dando um cochilo( que foram pouquíssimos por sinal). Foi um vôo tranqüilo, tirando a mulher que desmaiou bebinha bebinha ao lado da fileira da minha poltrona, e umas duas quedas de uns 3 metros que o avião deu no meio da noite por causa de turbulências. Não queira imaginar a sensação, é bem pior. Eu estava em pé nesse momento e todos seguraram onde conseguiam para não cair no chão. Resolvo então voltar pra poltrona e sentar meu bumbum para rezar até a próxima conexão. Cidade Luz, Paris. Minha conexão demoraria 1h30min pra acontecer, mas como meu vôo atrasou 1h15 cheguei na correria e descobri que apesar de ser no mesmo setor a conexão, aeroporto era imennnnnnnnso e exatamente na outra extremidade o portão de embarque. Procurei, procurei, procurei até conseguir encontrar um rapaz da airfrance que me ajudou muito. Me passou na frente em todas as filas, fui xingada em todos os idiomas possíveis, esteja certo disso, rs, e ainda tive que passar na porcaria d um detector de metal descalça, porque minhas botas tinham que passar no raio x. Mais essa barreira e estava eu lá, de novo, novamente, outra vez, ultrabigmegasuperpower atrasada pra embarcar. Era tanto Scusi, permesso, Excuse me, perdoname, licença, sai da frente carai... e cheguei. Agora tem mais uma horinha e meia de vôo e chego em Milano. Desta vez um casal de senhores aparentando ser espanhóis sentam ao meu lado. Foi apontar a aeronave pra cima que nós três caímos no sono e só acordamos quando estava no momento de colocar a poltrona na posição vertical, eram por volta das 12h. Desço do avião e tomo o ônibus que nos leva ate o saguão de desembarque. Foi La, exatamente lá que dava inicio a minha primeira raiva italiana. Entro no saguão e vou feliz e contente pegar um carrinho pra colocar minhas malas, quando reparei que todos são unidos por uma espécie de corrente que há em cada um dos carrinhos. Assim, a corrente de um carrinho encaixa em uma entrada que há em outro. Para conseguir tirar a corrente é necessário que se coloque uma moeda de 1 euro no próprio carrinho. E lógicamente, eu não sabia disso. Daí quando percebi que o esquema era esse não adiantava pra mim, eu só tinha moeda brasileira, e negando minha raiz, não tentei encaixa-la, rs. Demorou para que as bagagens do avião chegasse na esteira. Passa uma, duas, três, ops, la vem a minha, não é, cinco, vigésima sétima, nonagésima oitava, e nada. Pensei: só me faltava essa. Quando olho, um montão de gente também ficou sem bagagem, e um povo gringo lá se encaminhou para um guichê, pra não ficar parada com cara de ovo cozinho fui também. Na fila encontro uma mulher tentando falar com a outra em espanhol e, como sou assim, fui me meter na conversa e tentar perguntar pra ela se a dela também havia extraviado e começamos a conversar. Ela me perguntou de onde eu tava vindo, e respondi Brasil, e ela falou: Aaaaa, você é brasileira(em bom e claro português... rsrsrss), no mesmo momento mais dois meninos atrás se manifestaram: Eu também.... Eu também! Puts, brasileiro é a peste, tem em litro em qualquer lugar. Fomos então, nós quatro resolver o problema. Fomos avisados de que nossa bagagem ficou no Charles de Gaule, em Paris estava sendo encaminhada pra cá através do vôo que só chegaria as 15h30. Saimos todos e fomos para fora do desembarque para esperar as phynnas das malas chegarem e a mulher que estava conosco parou para perguntar ao PF italano se podíamos voltar por aquela porta de saída, e ele simplesmente ficou sentado e parado onde estava, olhando pra nossa cara com cara de lombo e não respondeu. Como assim não responde? Ele é assim, estúpido. Como havia marcado com a Marcinha, uma menina que conheci, de me pegar na Centrale as 12h, porque no caso, se tudo tivesse dado certo eu teria chegado as 11h, eu fui procurar um cartão pra avisa-la da problemada que havia dado. Quando achei onde se comprava cartão telefônico, a ragazza me vendeu um cartão de 10 euros pra fazer ligação. Após 45 min tentando ligar fui reclamar que algo estava errado, quando uma outra vendedora me explicou que o cartão que eu havia comprado era só internacional. Pqp, quase cometi um homicídio seguido de suicídio. Querendo matar a mulher por me vender a porcaria do cartão que era só internacional, e me matar por ter pago em uma droga de cartão 28 reais, que mais tarde descobriria que só dava pra falar 7 minutos. Enfim... ela me disse que era só colocar uma moedinha de 1 euro no orelhão que eu faria a ligação, e trocou pra mim uma nota por moedas. Me encaminhei ate o bendito telefone e coloco a moeda, feliz por descobrir a forma certa de ligar. Depois de discar o número vejo que o telefone diz na tela que não tenho crédito (em centavos) pra ligar. Nosssa, 2,80 reais é não ter crédito? Ta, eu tenho que parar e converter, mas até agora ta difícil. Daí, numa tentativa desesperada, tentei tirar a minha moedinha, rica moedinha, do telefone mas não conseguia. Soquei o telefone, enfiei a unha no buraco, pulei pra v se ela ainda tava la e, finalmente, tentando arrancar a parte que se coloca a moeda apertei no que parecia só enfeite do telefone. Mas não enfeite, era o botão que se aperta pra moeda cair e o credito computar. Genial, rs. Consegui ligar e a Cris, a outra menina que mora com a Marcinha, já estava me esperando há 2 horas. Combinei então que quando chegasse na Centrale pegaria um táxi até a casa dela, e fui informada que daria no máximo 12 euros. Nessa altura a fome já era monstra, mas como em todo aeroporto, tudo era extremamente caro. Tomei só um suco de laranja, que me custaram 4 euros, e conversando com os brasucas que estavam esperando também o tempo passou rápido. Hora de pegar as malas. Um dos meninos que estava conosco me ajudou muito. Carregou pare da minha bagagem, já que ele tinha pouca e pegamos um ônibus, de 7,5 euros até a Centrale. Compramos o ticket dentro do aeroporto de Malpensa e nos dirigimos onde a mulher informou que seria o lugar para pegar o ônibus. Chegando lá, haviam dois, foi quando perguntei para o senhor que colocava as malas no bagageiro: Pulman per Centrale? E ele respondeu que sim, mas acredito que não tenha observado o ticket na minha mão. Quando fui entrar, o motorista disse que era no da frente, e tive que pegar minha bagagem d volta. Nossa, o grosseiro do cara do bagageiro foi tirando minhas malas e as jogando literalmente no chão. Daí ele parou de pega-las e foi colocar a de um casal que chegou. Começou a colocar a bagagem na frente das minhas que ainda estava dentro, foi quando apontei pra elas e disse que eram minhas também, só que nesse mesmo momento ele meteu a cabeça na frente e eu sem querer tirei um lado do óculos dele. Nooooooooooooossa, pra que. Começou a gritar comigo e balançar aquela mãozinha característica d italiano, foi quando pensei: Enfim, Itália, agora realmente cheguei. Daí não resisti, neta legitima de dona Valda, tive que responder: “Agora deu, e tu acha que a pessoa faz isso querendo é... ouxi”. Sai andando em direção ao outro ônibus onde o rapazinho do bagageiro era muito mais simpático, em todos os sentidos, rs. Alias, só um ps: Oh povo bonito, apa! Voltando... Entrei no ônibus com meu companheiro de percurso, sentei e esse foi um dos poucos momentos da viagem que consegui cochilar um pouco mais, até porque voar de AirFrance é tensão a toda instante. Desci do ônibus e fomos ate um ponto de táxi. Quando chegamos la não havia nenhum carro, então me despedi dele e agradeci a ajuda. Fique aguardando uns 5 minutos quando um taxista novinho todo boyzinho chegou num Mercedez velho e disse que a corrida custava 15 euros. Tentei chorar, negociar, apelar, mas não deu certo. Ok vai, pra quem já passou por tudo isso, deu 15 rindo. No caminho ele veio puxando assunto e de repente veio a mais temida pergunta: Dove sei? Com receio, respondi: Sono brasiliana. Na mesma hora, ele abre um sorriso de quando a gente encontra coca-cola gelada, com 3 pedras de gelo e uma rodelinha de limão no deserto, e falou: “Que bella”. E eu agradeci constrangida e fingindo que aquilo era um elogio simpático. Durante o percurso trocamos meias palavras em italiano. Chegando no destino ele pergunta se eu queria sair pra dançar, vê se pode, sair pra dançar... pensei: Ele só pode ser cearense. Disse que havia voado 12 horas e estava muito cansada, que não estava disposta pra sair. Prontamente ele pega um papel no bolso, escreve o telefone de contato dele, me entrega e diz que se chama Ricky, e que caso eu quisesse sair era só ligar. Eu? Ligar pra ele? Nem pra outra corrida. Cheguei no apartamento e a Cris estava lá com uma amiga, que acho que se chama July. Entrei, fiz uma horinha e fomos encontrar Marcinha para que elas pudessem comprar uma blusa. Pegamos um ônibus, meu primeiro ônibus urbano milanense, meu primeiro calote italiano. Pois é, aqui eles esperam que as pessoas ajam com boa fé, entrem no ônibus e encostem o cartão magnético em alguma das maquininhas espalhadas. Mas, como eu não sabia, não o fiz. Na verdade, para se andar de ônibus, ou você compra esse cartão pago mensalmente, que te da o direito de andar livremente pelo metrô e pelo ônibus, ou você paga no metrô o bilhete e anda pelos dois transportes por 70 min, eu acho. Descemos e pegamos o metrô, não tive escapatória, ai se foi mais 1 euro, rs. Encontramos a Marcinha logo onde?! No Duomo... noooooooooooossa, imagine uma praça bonita, é mais. Linda arquitetura, lindo lugar, lindas pessoas, até os pombos são lindos. De la entramos em várias lojas e vi que a tia Rejane tinha razão, aqui é um ahhazzo. Calças jeans lindas por 19 euros. Blusas perfeitas por 25 euros (isso porque tava caro). Recado: Sales e Biágio, deixarei de ser patricinha não praticante, acho que vou voltar a praticar muitooo...rs. Voltando... Rodamos, entramos no Mc Donalds e fomos pra casa. Chegando lá conheci o Bruno, um dos meninos que moram com a Cris e a Marcinha. O outro é o Alain, que estava na Suíça em uma missão secreta, rs. Conversamos um pouco, tomamos banho, jantamos e partimos pra minha primeira noite aqui, bote Gioia. Segundo calote, rs. É muito engraçado ver como as pessoas se comportam, se vestem, conversam. Os homens ou te comem com os olhos ou chegam em você dançando alucinadamente. Curtimos a boate e voltamos cedo, estávamos exaustas.
Rossetto Rosso Girasole